sexta-feira, 18 de novembro de 2016

"Toda mulher que você ama é igual a toda mulher que você ama"

Não me canso de me apaixonar perdidamente e várias vezes pela mesma garota louca famosa, desconhecida, amiga, namorada, irmã, mãe, mulher, deusa, demônia, que  me lança um encanto e me mantém encantado até que meus ouvidos fiquem surdos, meus olhos fiquem cegos e meu coração fique imóvel. Talvez eu me acostume a ouvir em mono, ter um olho vesgo, mas o coração só vai mais forte quando noto sua presença. Um disco novo dela é um verdadeiro presente pra esses tempos onde só vemos o caos e falamos apenas em atentados e crises. Ainda bem que estamos todos aqui nesse fim dos tempos. Mais uns fins de muitos mundos vai custar pra a gente ter mulher igual. Está aqui ainda pra nos lembrar de nossas mães e irmãs e amigas que enfrentaram e enfrentam muitas batalhas, às vezes completamente sozinhas, e triunfam.
Gosto de música de várias qualidades, do low-fi até a modernidade e sua infinidade de efeitos e viagens. O tecno não me interessa, mas os efeitos usados nos discos dos artistas que admiro vai renovando minhas opiniões sobre o que é audível. Se o rádio continua um lixo, você apela para os prêmios de música: natura, multishow, capricho, globo, shell, prêmio visa, troféu Dodô e Osmar, o "caralho". E se você não for muito dedicado ou estiver muito atento vai se confundir bastante. Por exemplo: O Multishow diz que o disco da Baiana System é melhor que o da Larissa Luz ou Elza Soares. Fale sério! Alguns acham mesmo que sim, mas eu não consigo nem parar de ouvir "a mulher do fim do mundo" que dirá ter uma opinião sincera e honesta a esse respeito musical. Posso pensar no preconceito dos outros que preferem valorizar homens que mulheres, mas cara a música é meu universo e por mais que o interesse comercial na novidade baiana seja entendível você não vai me convencer que "mimimi" é melhor que música.
Alguns discos são animados, alegres, bem gravados, mas só isso não faz deles "os melhores discos do mundo da Música Popular Brasileira". Tem que ter feeling e se tiver ainda por cima uma história se torna uma obra de arte de valor imensurável. Alguém quer me provar que entre a "nega do cabelo duro" de Luis Caldas e a "Mulher do fim do mundo" de Elza Soares existe um universo?
Eu escuto música porque gosto, mas não sou obrigado a gostar de tudo que é música imbecil. Existe muita coisa entre mim e a música que me faz amar ou não um disco. Às vezes meu estado de espírito me faz cometer injustiças, mas se você é uma pessoa realmente sensível como eu alguns álbuns podem mesmo salvar sua vida.
O disco começa numa capela que dá aquela vontade de deitar no colo de mamãe e receber um carinho ouvindo ela cantar qualquer coisa: uma história, uma canção de ninar, uma mentira (mentira que mamãe não mente!). É um som para dar conforto à alma. Em seguida entra a banda do mundo se acabando e ela só querendo cantar até o fim. Lindona! "A mulher do fim do mundo" é uma música pra mostrar que nada ali é brincadeira. Depois se levanta uma voz contra a violência e a todos os maus tratos sofridos pelas mulheres ao longo de seus anos de samba. "Maria de Vila Matilde" não é mulher de levar desaforo pra casa: "Cadê meu celular eu vou ligar 180..." pra quem não sabe esse é o número da Central de atendimento a mulher, um disque denúncia com o amparo da Lei Maria da Penha criado em 2013. O disco todo é sério e bem arranjado. deve ter sido feito com um carinho danado. O naipe de metais do Bixiga 70 parece que dá aquele movimento de feijoada na laje: escutando no volume máximo, bêbado, com as parceiragem mais presença, na paz.
Disco de músicas inéditas com uma cantora que nunca lançou disco de músicas novas é pra se amar ou se odiar? Lhe garanto que se você chegar na terceira música e não tiver chegado a uma conclusão você se fudeu, porque a música 4 é "pra fuder" e é de fuder como tudo nesse disco esplêndido. Benedita seja a voz do macho que entra na quinta só pra não nos mal acostumar com a divindade sendo deusa onipresente.
A sua voz rouca me dizendo que quando der a gente se tromba parece até um aviso real de uma de minhas amigas que moram longe e estão num corre louco pra viver. Talvez o disco seja só lindo e nada mais, mas não posso desagregar o valor de cada canção. Ela pode soprar, se despedir, deixar o acaso gerir o encontro que vai ficar marcado pra sempre em mim e eu vou dançar solto, torto e tão certo de que a mulher eu quero pra junto de mim tem a mesma força e lindeza de minha mãe e de toda mulher brasileira. Magnífica!

Ouça! https://youtu.be/I38EcMJX8A8

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Nada é por acaso

Mulher, Maconha, Música, você vê uma coincidência? Eu não vejo nada até que qualquer uma acabe. Aí cabe: Repetir se for boa, repetir pra ter uma segunda opinião, repetir pra ter certeza; Depois passa.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

(?)

E esse pessoal que diz que rock é tudo igual...
poesia é tudo igual também?
Marcelo Camelo está para Bob Dylan
assim como Chorão está para John Lenon
É sim, "uns vivo, uns môrto"
a gente gosta daqueles
dos outros a gente só tolera
E a música vai...
às vezes a gente só gosta da banda.
a música não é tão boa assim?
Mas se lhe faz dançar, dance.

domingo, 9 de outubro de 2016

Ame-a ou a deixe, infeliz!

- Chupe-me ou cale-se!
Ela está sempre disposta. Hiperativa. Não pára com a boca quieta. Sempre conversando demais. Como se livrar de uma relação assim? Pra que se livrar de uma relação assim? O que fazer com uma relação assim? Talvez fechar os olhos e esperar que ela aos poucos comece a sussurrar e então se cale ou dedique-se à outra atividade oral: Sonhos.
Mas quando eu a vejo quero que seu dia seja melhor que o meu, porque eu sei que ela talvez não tenha a experiência de um dia péssimo salvo só por um sorriso seu. Talvez não consiga entender como a breve imagem da felicidade, ainda que fingida, possa trazer tanto conforto e alegria a uma alma.
Nenhum de nós precisa, nem de tanta badalação, nem de tanto barulho, nem de tanta felicidade, só de dinheiro. Pra podermos pagar as contas do fim do mês, as da semana, a cerveja de mais tarde e todas aquelas coisas de última hora. Estar feliz em cumprir com tudo isso já vale como felicidade, mas ela vem sorrateiramente.
Então ela chega disposta, hiperativa, falastrona e adoravelmente me toma de assalto e me fode. Me chama de covarde e ainda diz que quer apenas me fazer feliz. Não há discussão. Apenas sussurros, gemidos e um baita calor. O que fazer com uma relação assim? Como se livrar de uma relação assim? Pra quê se livrar de uma relação assim?
Depois talvez, ao abrir os olhos malandramente felizes, haja apenas uma dúvida abalando nossos corações: 
- Quem faz o café?

domingo, 2 de outubro de 2016

Podia chamar de regozijo

Existe um medo de se andar na rua deserta à noite, principalmente em áreas mais afastadas do centro "policiado" da cidade como julgam aqui a suburbana, aí, por isso, ainda hoje o meu cavalheirismo fora de moda me faz acompanhar minhas amigas até o ponto ou até em casa quando essas deusas abençoadas vêm me visitar á noite sozinhas. E volto sozinho, a pé ou de bike, curtindo a brisa da noite e às vezes ainda encontro parceiragem pra uma birita, mas bom mesmo é voltar como hoje: all alone by the barren the streets.
Só mesmo dando uma volta em nosso bairro deserto à noite é que a gente tem de volta toda a beleza de uma folha de papel em branco. Não existem propagandas políticas, buzinas, pressa, descontrole... Vendo as ruas desertas eu volto no tempo, ao tempo do cruzeiro, do desenvolvimento, quando Mirantes de Periperi ainda era o grande empreendimento do subúrbio. (Ah! a ladeira de Mirantes de patinete naquela época!) Mas olhando as ruas assim desertas eu readquiro minha fé.
Claro que o progresso, fruto do desenvolvimento, teria que chegar e as pessoas iriam comprar seus carros, motos e caminhões, e iriam precisar de transporte e espaço para se locomoverem e gerar todo esse caos que a gente tanto ama e louva. Aí uma volta pelo lugar em que mora completamente vazio faz o cara voltar a perceber todo o sentido que fazem as coisas à sua volta e a sua beleza embutida na bagunça. 
"Eu estava querendo desaparecer e de repente me via ali apaixonado pelo espaço."
Claro que isso é só uma folha em branco sendo preenchida com palavras que não fazem a menor diferença nem mesmo para o papel, que se você for olhar bem nem mesmo é um papel e ainda assim a gente escreve como uns escritores, que também hoje já nem usam mais papel, pois alguns livros já nem são mais impressos, mas que se foda! 
O que eu estava falando era de Periperi e de toda a beleza mágica deste suburbano bairro ordinário, mas não medonho. Depois de tantos anos em um mesmo lugar, praticamente há DNA seu em cada rua, cada bar, cada supermercado, mas no meio de tanta gente às vezes não se percebe a presença amigável, que chega em forma de alma perdida ou até disfarçado num pombo sujo desses noturnos que voam por aqui. Tem gente que tem medo da noite, no fundo, no fundo, porque medo delas mesmas.

domingo, 25 de setembro de 2016

Mais uma sexta-feira e eu não me entendo por gente.

Lá se vão meus planos de ir pro rock por água abaixo
...por falta de dinheiro, vão por água abaixo
...por falta de parceiro, vão por água abaixo
...por falta de roteiro, vão por água abaixo
meus planos de ir pro rock sempre vão por água abaixo...

...sem mim, comigo ou sozinho, 
...com a melhor amiga ou o pior amigo...
basta chover só um pouquinho

Lá se vão meus planos de ir pro rock por água abaixo
...por falta de carro, vão por água abaixo
...por falta de moto, vão por água abaixo
...por falta de busu, vão por água abaixo
meus planos de ir pro rock sempre vão por água abaixo...

...sem mim, comigo ou sozinho, 
...com a melhor amiga ou o pior amigo...
basta chover só um pouquinho

Lá se vão meus planos de ir pro rock por água abaixo
...por falta de trem, vão por água abaixo
...por falta de carona, vão por água abaixo
...por falta de bicicleta, vão por água abaixo
meus planos de ir pro rock sempre vão por água abaixo...

Lá se vai pelo esgoto afora
O fiel agradece
O torcedor comemora

Lá se vai pelo esgoto afora
O triste sorri
O contente chora

Lá se vai pelo esgoto afora
O que é ruim melhora
O que é bom piora

...sem mim, comigo ou sozinho, 
...com a melhor amiga ou o pior amigo...
basta chover só um pouquinho


Lá se vão meus planos de ir pro rock por água abaixo

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Às vezes

Sinto vontade de beber
Beber sempre com alguém
Alguém que nem sei
Sei que sinto vontade
Às vezes forte
Às vezes fraca

Sinto vontade de brincar
Brincar é sempre bom
Bom é ter com quem
Quem sinta que a vontade
Às vezes vem
Às vezes passa
Às vezes forte
Às vezes fraca

Sinto vontade de amar
Amar sem neura nenhuma
Nenhuma preocupação
Preocupação meio aloprada
Às vezes bate
Às vezes vaza
Às vezes vem
Às vezes passa
Às vezes forte
Às vezes fraca


domingo, 11 de setembro de 2016

Ah migos!

Na praça você vai ficar com seus amigos e beber um monte de cachaça. Daí começa a chegar um monte de macho e você começa a se sentir mal. Aí você fala com alguém e chamam de homofobia, aí você fica calado com sua cara de otário só se sentindo mal; Aí outro fala que tá com um pressentimento e falam que é viadagem e aí você já não entende nada: "ou o cara é homofóbico ou é viado?"
Na putaria com os amigos o cara não tá preocupado com muita coisa além da droga e a gostosa tá dando mole. Chega na praça com os caras, você acha que faz diferença com quem está as 3 mulheres num bar cheio de macho? Se ele meche com uma: "tá querendo se matar?"; se a menina meche com ele: "é porque é uma puta e quer matar o cara." E então o cara fica naquela: "ou é kamikase ou é assassinado?"
Muitos podem não acreditar no que eu digo, mas essas coisas acontecem todos os dias em algum lugar dessa cidade. O pior é que tem tanto inocente perdido nessas noites que muitos acabam mesmo se matando e ainda acabando com tudo. Mas uma coisa eu posso garantir nesses meus anos que levei de inocência: "Se você não está entre amigos, TÁ FUDIDO!" Não vá não que é barril! Muitos colocam mesmo a nossa vida em risco, mas sem eles eu acho que é mesmo preferível a morte.
Às vezes um momento de sabedoria, daqueles que levamos muito tempo de pensar, dura apenas um segundo e são melhores que uma foda, mas é só às vezes. Mas um momento de estupidez, qualquer um, o mais bruto, esses daí não valem nunca mais, mas experimenta a diferença deles estando entre amigos ou não. O compartilhamento de qualquer um deles, com certeza, com os seus amigos vai lhe dar ainda mais inspiração e isso só lhe trará mais felicidade.
Respeite seus amigos, pois eles são uns escrotos; Ajude seus amigos, pois eles são uns miseráveis; Ame seus amigos, pois eles não pensam; Perdoe seus amigos, pois são uns condenados.
E tenho dito!

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

A ocasião faz o ladrão

Lá vai o cara todo rôto com sua bicicleta. Ele não carrega documentos, armas ou dinheiro. Apenas uma caixeta de drops ice-kiss contendo meio baseado, que ele não precisara do todo para se satisfazer, e um isqueiro desses bem vagabundos que perigam explodir. Aparentando seus 22 anos, negro. Estava tranquilo, porém não sabia exatamente que caminho tomar para retornar à sua rotina diária. Caminhando à sua frente uma jovem estudante com seus cadernos, cabelos e melindres, apressada em direção ao ponto de ônibus pela rua semi-deserta. Fone de ouvidos tocando sabe-se lá o quê mexendo ao smartphone. Logo o ciclista irá ultrapassá-la, mas antes desse encontro, a caminho de sua ronda matinal nas padarias e mingaus do bairro uma viatura se aproxima de ambos. O soldado cutuca o cabo e diz-lhe:
- Tá vendo ali? Se vacilar vai pegar a guria ali. Vamo pegar ele logo!
- Ele quem?
- O cara da bicicleta ali ó! (…)
A viatura pára e enquadra o ciclista...
- Bóra! Desce! Frente pra parede! Mão na cabeça! Abre as pernas!
...que nada tem a mostrar além de meio baseado numa lata e um isqueiro.
- Ia abrir o dia ainda, né vagabundo?! Achou que ia pegar a guria ali, é? - Começou o soldado cheio de ódio em sua voz. - Agora quem perdeu foi você!
- Que guria, man? Nem tava vendo guria nenhuma.
Tapão nas costas e:
- Cala boca, viado! Te perguntei porra nenhuma não! Sem documento... todo errado!
Mas o ciclista não ia ficar quieto só porque tava “todo errado”. “Mas afinal de contas, por que será que um negro não pode sair para fazer exercícios apenas com a roupa do corpo?” Pensava ele que do alto de sua tranquilidade pós meditação segue no diálogo:
- Velho, tô muito doido, não tô armado, vou roubar como? Quem?!
Mas o soldado pegou o baseado e o isqueiro e levou ao seu superior, que até então não sabia que o ciclista era seu conhecido.
- Como é seu nome? - Perguntou o sargento.
- Fulano de Cicrano dos Santos Coisin.
- Você é filho de Fulano Coisin da rua Tal?
- Sou sim. Só tem eu mesmo.
- E o que você tá fazendo aqui, rapaz? Maconha?!
- Eu fui fumar e tava voltando pra casa.
- Mas como é que sai de casa assim sem documento, todo mulambento?
- Eu só saí pra espairecer porque meus estudos que estavam me apertando...
- E você estuda o que?
- Faço ciência da computação.
O sargento devolveu-lhe o beck e o isqueiro e lhe contou que suas famílias eram próximas no passado e que por isso não o levaria para a “averiguação”, mas que ele não devia andar assim pelas ruas do bairro, pois a qualquer momento pode não ter tanta sorte de ser apenas enquadrado.
- A cidade anda muito violenta. Não ande por aí assim que você pode ser confundido e morrer uma hora dessas. - disse o sargento se despedindo.

- Obrigado! - aliviou-se o ciclista.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

O que não serve pra nada é melhor do que coisa nenhuma

Entre amizades que ficam pelo caminho e inimigos que se acumulam deveríamos sobreviver todos em paz. Pra que buscar mais sofrimento alimentando novos ódios? Esse mundo em que estamos vivendo caminha em direção a um futuro completamente irracional. Afinal, pra quê acumulamos tanta riqueza material, cultural, científica, espiritual se não aprendemos a lidar com o nosso eu, com o nosso próximo e com o desconhecido? Algumas vezes parecemos viver cada um em um planeta diferente, que parece ser perfeito apenas quando estamos loucos, nos sentimos amados ou estamos ricos seja do que for. Mas cada um em sua perfeição individual e intransferível. E é difícil se manter uma estabilidade, pois além de não aceitarmos a naturalidade das coisas ainda criamos realidades absurdas.

Ofensa gratuita

Você só pode ser viado! Desculpe-me você homossexual que toma como uma referência à sua classe, pois aqui não me refiro a vocês. Falo do bando de animais humanos do sexo masculino que acha que a mulher é um bicho inferior. De onde foi que vocês vieram, meus rapazes? São frutos de uma árvore ou são quadrúpedes? Por favor, não! Se sua mãe foi infeliz não quer dizer que todas são, serão ou mereçam ser. Observe os outros animais da natureza e perceberá que a fêmea merece no mínimo respeito. Sem mulheres não haveria evolução, nem Van Gog, Da Vinci ou Einstein. Mesmo esses gênios são seres inferiores se comparados à uma mulher seja ela bela ou não à sua pessoa. Você é aquele animal de quatro patas que come pasto e tem chifres galhudos na cabeça?

E o inferno?

Eu que já estive lá algumas vezes posso garantir que quem descer lá dessa vez estará no pior dos mundos.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Sobre outras viagens (fotolog 29\8\14)

Certa vez, numa dessas viagens loucas de banda e de amigos que a gente crê serem de confiança um cidadão fora acusado de passar o pênis em seus colegas de quarto. Calma lá! Não foi um estupro de um coletivo por um só, a acusação era de que o cara havia esfregado sua genitália na boca dos dormentes e um deles, mais esperto dormindo de olho aberto levantou-se de sobressalto e lhe deu uma porrada bem na cabeça da caceta. A confusão começou e foi braba, e quando a turma dos deixa-disso finalmente conseguiu acalmar os ânimos o que fora agredido primeiro nem sabia mais porque estava tentando se vingar, pois a cachaça já lhe roubara toda a consciência. Saiu pra fumar seu baseado na madrugada fria do sertão Paraibano e numa incrível sensação de paz na solitude percebeu que nada lhe havia sido arrancado a não ser a alegria momentânea de uma brincadeira de mau gosto. Ele não queria agredir ninguém e sabia que mesmo com toda a cachaça do mundo seu pênis jamais tocaria voluntariamente qualquer parte do corpo de um outro homem seja ele amigo ou desafeto. Aquela paz que conversava com ele foi lhe trazendo mais clareza e ao retornar ao seu quarto tudo estava calmo.

Com a medalha no peito

Olimpíada no Brasil. A gente já teve Copa do Mundo aqui, perdemos e ninguém morreu. Mas protestos deram no golpe e nós continuamos o mesmo povo brasileiro: alegre... machista, intolerante, racista, ególatra, xenófobo e homofóbico. Pelo menos aqui reconheço a parte que me cabe nisso tudo quando vou pro carnaval amar as gringas que chegam, mas odiar os gringos quando pegam nossas pretas pra levar pra longe... antigamente eu podia entrar numa rua ali e dar um beijo na garota mais linda no mundo daquela hora, mas agora ela tá em outro país e eu odeio ter ódio, mas fico feliz com sua felicidade...; reconheço minha parte quando creio que não deve-se se meter em briga de casal (afinal ela deve saber porque tá apanhando), e todos esses pensamentos loucos que a geral ainda aceita com muita naturalidade. Nesse mesmo lugar com essa turma de bem-feitores tivemos uma ótima olimpíada. Quem diria?!
Em nosso quadro de atletas olímpicos temos jovens que se tornaram atletas graças a Deus, temos aqueles atletas que prestaram concursos, participaram de editais para integrar o quadro do exército e assim poderem treinar como militares; temos atletas que seguem uma tradição de família no esporte, enfim. Infelizmente, seja no exército, marinha ou aeronáutica, cargo público ou privado, religião, família, esporte, órgão de imprensa, área cultural, internet, underweb, em toda a organização da nossa sociedade, temos uma “raça-dominante-não-humana”, que deseja que continuemos com todas essas nossas falhas de caráter que eu já citei aqui (assumindo a parte que me cabe), para que essa indigna raça continue dominando com toda sua impureza e malícia. Mas eu não quero mesmo ficar falando aqui de raça e conflitos.
Um vídeo postado com brincadeiras entre atletas nos deu um exemplo de como são as coisas fora dos holofotes. Graças a uma geração de ególatras que desejam toda a publicidade em seus atos, mesmo os mais levianos, atletas olímpicos militares foram exibidos se tratando como brasileiros dominados pelo pensamento alien em que não existe respeito ou parceiragem entre quem se acham superiores (seja à mulher, seja ao pobre, seja ao negro) e os inferiorizados. Me lembrou uma ocasião na infância em que um colega negro começou a fazer “brincadeiras” contando piadas que ofendiam o negro(eu) como se ele também não fosse um preto. Nossa amizade não durou muito. Tínhamos uma professora igualmente dominada pelo pensamento alienígena, a maldita influência da tal “raça dominante”. Naquela época, quando mulheres negras ainda eram vistas apenas ocupando cargos como de como empregadas domésticas, faxineiras, babás, nunca como médicas, juízas, mega-empresárias, professoras eu já tinha que conviver com a auto-depreciação, que ainda persiste no ego brasileiro, mas eu ainda não tinha condição de entender porque existia aquele tipo de coisa e apenas me emputecia em silêncio.
O saltador francês fez a infeliz comparação das vaias que recebeu com as da Alemanha nazista, mas o que esperar de um francês? Ele não fez por mal, talvez, mas mostrou que a maldade pode ter 2 lados. Nós também não o vaiamos por mal, mas o vaiaríamos com muito mais vigor numa nova oportunidade, pois a alegria também tem 2 lados.
O Brasil é um país tão difícil... não se trata de conflitos entre pretos, índios e brancos. As etnias até convivem pacificamente. É uma espécie de loucura coletiva quando se atinge um certo patamar, nível, grau, sei lá! passa-se a tratar tudo de uma maneira diferente. É triste, é real e gritante o superiorismo, o machismo brasileiro e racismo, carregamos no peito nossa medalha. Mas eu não quero mais ficar falando aqui disso. Todos temos nossos defeitos e qualidades cabe a cada um acordar a parte que quer servir.

sábado, 27 de agosto de 2016

O pensamento...

Onde vai o pensamento toda vez que a sua internet pára ou seu computador trava?;
e quando toca a campainha e é aquela galera adventista quando você tá bem concentrado?;
e quando você só tá querendo se livrar de pensamentos e seu refúgio é o lugar onde estão todos os pensadores que não conseguem guardar seus próprios pensamentos nem usá-los em nada útil?;
e quando você só está querendo ajudar quem só está querendo encher o saco?;
e pra onde vai seu pensamento, sua cabeça, quando todo mundo que conhece sua vida melhor que você e não conseguem(nem precisam, mas tentam) lhe ajudar?
Quando eu quero pensar eu pego meu cachorro e vou dar uma volta na praia, vou andar de bicicleta, tomo uma dose de conhaque, pinga. Às vezes o meu pensamento vai comigo, ás vezes ele viaja e eu vou com ele.
Antes eu não queria chegar aos 10 anos de idade, aí chegando lá não queria ter 18, mas chegando nos 12 não queria ter 20. Aí, com 16, 17 anos eu enchia minha cara de álcool e não pensava mais nessa "justa vida" cabida a mim que não aceitava vários "pensamentos" sobre justiça. Eu não tinha o que se chama de maturidade.
Agora penso em fumar maconha, e não mais beber, pelos próximos 40 anos e espero que até lá o Brasil já tenha adquirido sua maturidade também.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

A doentia amorosidade inconsequente

1. Mulher: animal humano do sexo feminino; o oposto de homem. 2. Amiga: feminino de amigo; mulher com quem se dividem momentos bons e ruins. É claro que pode-se casar com amigas, até porque se você e sua mulher não forem amigos é melhor nem casar. Mas ficar amigo primeiro pra se apaixonar e casar depois é uma outra conversa. O amor verdadeiro quando bater em você vai te derrubar seja qual for seu nível de interesse. Pra facilitar minha vida eu me casaria com todas as minhas amigas e elas que se entendessem e aprendessem a me usar de maneira responsável. Mas isso é uma outra viagem.
Me apaixono todos os dias. Isso é ótimo. Tem aquelas horas que eu me encontro deprimido, mas logo um sorriso, uma voz, um cheiro, uma chamada no telefone, uma notícia na televisão, qualquer coisa com aquela presença inexplicável do amor e aí já não se tem mais depressão. Um dia desses quase caio da bike, porque meu coração parecia que tava pulado pro lado como no desenho animado. Parei e pedi seu numero de telefone. Ela não deu, mas eu já estava apaixonado. Ainda pode ser ela o grande amor de minha vida? Pode. Mas a gente pode não se ver nunca mais ou a gente podia ter ficado amigo, ou eu podia ter caído. Vai saber? A vida vai seguindo.
Já fiz a besteira de marcar com uma amiga e uma... digamos pré amiga, no mesmo evento e foi tenso. A menina ficou achando que eu tava a fim da minha amiga e minha amiga ficou achando que tava atrapalhando e eu acabei não conseguindo curtir nenhuma das duas nem o evento, perdi a noite. Por quê? Porque a paquera ainda não era minha amiga? Talvez. É complicado demais às vezes esse lance de amizade. Tenho amigas que tem ciúmes à toa, passa o tempo o ciúme acaba e fica só a mulher. É complicado... mas quando existe o amor é facinho.
Sou louco por minha mãe, a mulher mais espetacular e bela que existe, por minha irmã e por minhas amigas porque são mulheres e amar mulher é bom demais e importante para o equilíbrio do planeta. Como hoje eu não tenho namorada são elas os grandes amores da minha vida. Não sou apaixonado por todas as mulheres, isso é mentira. Quanto mais incrível a mulher, maior a aproximação, maior será o nível do amor sem sombra de dúvida. Mas eu me apaixono novamente numa fração de segundos por qualquer nova bobagem. Mulher é amor, é vida. Nem todas são apaixonantes, e daí? Ama-se e segue-se amando. Hoje em dia eu não conheço nada mais bacana que dedicar algum amor a alguém. Sempre vale à pena.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Pedalar é preciso, ciclovias não são precisas.

Sou um soteropolitano suburbano pedalante que acabei de ganhar uma das maiores ciclovias do país para meu usufruto. 14 km só pra que eu e os cicistas do subúrbio possamos andar em nossas bikes com segurança, queiramos ir pra o lado de Paripe ou pro centro da cidade. Agora nós podemos ir pedalando em paz na ciclovia. #SQN (Mentira!)
A própria ciclovia me põe em risco. Ela é estreita, tem ondulações perigosas, bordas altas que por ter ainda pouco espaço causa risco de acidente, lixo etc. A menor largura de uma ciclovia segundo o DENATRAN é de 1,20m. Problemas a gente enfrenta em qualquer caminho pra qualquer lugar, mas alguns a gente aprende a evitar. Se eu ando com minha bicicleta nesta ciclovia sou ciclista em risco e hoje em dia eu, já ficando coroa, tento sempre estar o mais seguro possível.
O código de trânsito brasileiro diz que quando a ciclovia ou ciclofaixa estiver impossibilitada de uso o ciclista deve trafegar nos bordos da pista, no mesmo sentido e com preferência sobre os veículos automotores. O que eu fiz um dia desses? Estava descendo lá de Plataforma na maior alegria, ligadaço na ciclovia cheia de sobe e desce, pedestre, lixo, quando numa dessas passagens de carro eu tive que dar um pulo pra voltar pra ciclovia que eu nem tinha saído, porque os caras deixaram um batente, aliás tem outro batente desse bem em frente a igreja de Periperi. Não tinha carro, não tinha pedestre, não saí da ciclovia e podia ter morrido ou me acabado todo e a bike. Talvez eu devesse vir mais devagar, mas se você está protegido pela “maior ciclovia do estado” até pensa que tem sorte. Saí da ciclovia um pouco mais à frente e sentei o pé no pedal aproveitando que as lombadas tornam os veículos mais lentos e me posicionando na lateral esquerda da suburbana andando quase na mesma velocidade dos veículos. Mas sempre tem um engraçadinho... 
O CTB diz também que o motorista deve guardar distância de 1,5m ao passar ou ultrapassar bicicleta. Ora! Dentro da ciclovia ônibus passam a bem menos que isso toda vez, mas via é via e de repente chega um tirando um fino, falando um monte de impropério apontando pra ciclovia perguntando se eu era palhaço. Acho que ele queria me comediar. (Só porque dirigia uma viatura e eu era um negão?) Passou por mim, mas não ficou muito longe não porque eu tava sentando o pé, ou talvez quisesse ver se eu ia mostrar meu dedo pra ele no retrovisor, mas diz no CTB também que segurar guidom ou volante com apenas uma das mãos é infração sujeita a multa e eu não queria dar esse mole pra esses caras me pararem numa manhã tão “de buenas”. Passei por eles em Periperi já atrapalhando o trânsito de outro parando numa esquina. Eu deveria multá-los.
Eu já tinha observado o risco dentro dessa ciclovia na descida de Plataforma no sentido Calçada, por isso sempre que vou pra lá espero o semáforo para carros fechar cá em cima e desço pela pista que é muito mais seguro(até mesmo com os carros), agora passarei a agir assim também na volta pra casa porque está perigoso: as vias estão estreitas; os motoristas, mau-educados, não se respeitam e não respeitam o espaço. Na suburbana eu ando do lado esquerdo para que o motorista nunca tenha a desculpa de não me ver e também a gente pode conversar ali de pertinho, como com o guarda que tava me xingando. É melhor ser xingado do que ser morto!

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Eu queria mais compreensão Talvez mais inspiração Pros dias difíceis Pras pessoas difíceis Nos caminhos difíceis Pensando em querer não pensar Mas é um absurdo É não estar vivo E eu quero viver Talvez em paz Talvez feliz Mas compreendendo a dificuldade

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Qual seria a pior desgraça?

Ser alegre e pobre;
Ser rico e triste,
o que seria mais tortuoso
para uma alma que encontra paz
no vazio de um copo reincidente?

domingo, 5 de junho de 2016

domingo, 29 de maio de 2016

Que época chata do caralho!

Outro dia uma menina que eu conheci só me falando putaria o tempo inteiro ficou puta comigo porque eu fiz uma piada besta em uma postagem sua. Me excluiu e as porra por causa do namorado, mas deixa quieto porque cada um guia sua própria consciência.
Teve uma vez que eu bebi pra caralho com uma menina e a gente acabou dormindo junto. Não rolou nada, mas no outro dia de manhã ela veio me acusando de ter "me aproveitado dela". Fiquei puto e a gente quase fica inimigo, mas ela se ligou(ou se lembrou sei lá) e me pediu desculpa e tal, mas foi tenso. Situação chata do caralho. A gente se ama até hoje, mas podia ter acabado ali de uma maneira péssima.
Conheço umas meninas que já transaram com vários caras ao mesmo tempo e isso pra mim é surreal demais. Mas a porra da buceta é dela e se ela agüenta e se sente feliz eu não entro em nada. Pode dar pra 300. Se vai se drogar pra ter coragem e depois se arrepender é com cada uma.
Foda é quando você fala pra menina não "dar" pr'um otário e ela dá pensando em você, que você tá com ciúmes, e depois quer seu ombro amigo porque o cara fez "isso e aquilo". Já deixei amiga falando sozinha, mas essas meninas continuam por aí vendendo a buceta por pó, por breja, por jantar, por passeio de carro, de lancha, de mão dada com um boyzinho de boa família...
Já passamos por isso tudo no passado, eu acho. Mas acho que nunca se foi tão sem educação e sem amor ao próximo como agora. Acho que as pessoas não fazem mesmo ideia do que quer dizer amor, pois ver um semelhante sofrer e ainda sentir prazer com isso é mesmo uma coisa doentia demais pra mim conceber. Até o filhos da puta eu prefiro ver mortos do que sofrendo.
Foda é quando seu amigo te diz que bateu na namorada e você não pode bater nele porque ainda vai acabar preso por causa de uma situação que ela mesma vai acabar perdoando. Já me afastei de animais assim, mas esses caras continuam aí se achando os donos das garotas.
O que quer essa época da gente?
Ou a gente muda nosso jeito de ver o próximo ou não vamos nos aproximar nunca mais.


domingo, 22 de maio de 2016

Rock, amor e uma canja

Chame de amor, chame de maluquice, chame do que você quiser. Quando a felicidade está em encontrar alguém não há nada nesse mundo que possa cortar sua onda. Um abraço, uma cerveja, uma dose de pinga, um beck, um breve aperto de mão no meio do corre-corre diário tudo isso faz você amar estar vivo e amar ser só você mesmo, e por mais que se esqueça disso frequentemente existem aquelas figuras que fazem questão de lhe lembrar o quão importante é cada minuto de convivência contigo.
Umas semanas atrás eu fui ao show da Declinium, banda que eu tenho o maior respeito, admiração e amizade, uma banda do caralho irmã da minha banda, The Honkers, pois fizemos muita zuada juntos ao longo desses 18 anos. Oreah é como se fosse um irmão que foi perdido ao nascer e reencontrado no rock. Também tocou a Modus Operandi de outro irmão do rock, Deus(Eduardo), que estava começando o show na hora que eu ia chegando. E que show da porra! Tudo bem seguro, coeso, nada estava demais, nada estava faltando, nem mesmo uma guitarra já que David transformava seu teclado em uma máquina de sensações sonoras. Foi um puta show do caralho e eu ainda estava só começando a beber meu jatobá.
No fim do show da Modus fui com Oreah e Leandro(guitarra da Declinium) buscar outra garrafa de jatobá e aproveitamos pra botar as conversas em dia. Na volta, Oreah estava quase chorando ao declarar seu amor por nossa amizade que com o passar do tempo se manteve firme e ativa apesar dos eventos estarem cada dia mais raros e difíceis, para mim, de se ir. Nossos raros momentos de contato físico são dedicados a beber e nos divertir, isso nós cumprimos a risca. Curtimos nossa companhia pelas ruas do Pelourinho e de repente parecia que o mundo estava todo em harmonia. Na volta rolava o show da Jato Invisível. Ficamos na área externa do espaço Buk bebendo, conversando e foi quando uma amiga muito querida apareceu com sua outra amiga danada. Só pra melhorar uma noite que já estava esplêndida.
Na hora de tocar Oreah parecia estar em outra dimensão. Era puro feeling. E sua de sua voz soavam palavras mágicas transformando tudo em poesia. Triste de quem estava sóbrio, pois aquela energia que emanava da banda por si só já era embriagante, mas o que me chapou mesmo, me deixou em "estado diz'graça" foi quando Oreah me chamou pra tocar baixo. Véi!, na moral eu sei que é clichê, mas era um sonho sendo realizado com uma das músicas que eu mais gosto nesse mundo:"estranhos". Oreah e Fofo são meus heróis há mais de uma década e estar do lado deles sempre foi uma alegria, tocando então... "Jonas me dá mais um trago, que eu quero me divertir..." A noite não poderia ter acabado melhor.
No dia seguinte, na volta pra casa eu pensava, apesar de toda a turbulência política no país e da falta de transporte(afinal era domingo) que estava tudo lindo. Nada poderia abaixar meu astral, pois eu estava pleno de uma energia que só o bom rock e o amor verdadeiro são capazes de emanar.
ÊA!

sábado, 23 de abril de 2016

Abrasss

às vezes você não sabe, não você nunca sabe você nunca sabe se você aproveitou você aproveitava você perdia A presença A presa A presença Agora ido Agora passado Agora é tarde Ficar triste Ficar destruído Ficar com saudade pensar que é só uma pedra, pensar que era só uma perda pensar que era só um Pedro Talvez de longe Dessa merda toda que nos impregna dos que vale a pena agora menos um aqui pra a gente às vezes você não sabe às vezes você só sente A ausência A perda O vazio

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Stop Over Tour - Passagem por BH

Eu era o único virtualmente solteiro na viagem e o que parecia mais apaixonado. Só de ouvir "estranhos", da Declinium eu me comovia e, na primeira parada, liguei pra minha ex dizendo que estava com saudade e todo aquele blá blá blá de corno arrependido, não que eu fosse corno, mas era o que a situação parecia. O refrão da música fala:

"... e novamente estou pensando em você,
Que nem precisou me esquecer
E por favor me diz como é que se faz
Pra esquecer alguém de quem você nunca lembrou...."

Isso literalmente fudeu toda a “Stop Over”. Eu não conseguia parar de pensar nela e em toda parada lá ia eu pro telefone: Espírito Santo, Rio, São Paulo, Curitiba, São Paulo, Rio... era sempre a mesma coisa, ninguém comia ninguém, mas só eu era solteiro e não precisava ser fiel. Até tentei amar em Curitiba, mas fui descoberto com uma garota no banheiro pelo namorado dela que, graças a deus!, chegou antes que uma outra garota saísse e não viu maldade na minha situação de duas garotas comigo num banheiro, tinha rolado até um beijo triplo, mas aí o cara chegou e essa é uma outra longa história.
A Stop Over Tour estava chegando ao fim e parecia que nada mudaria minha sorte. Só de ver Juliana Paes sambando na Viradouro fiquei alegre até chegarmos em B.H..
Logo na chegada fomos à TV BH dar uma entrevista e lá encontramos Lô Borges e Alex “Cabeção”, então jogador do Cruzeiro. Como o Bahia enfrentaria o seu time na última rodada pedimos pra ele aliviar, pois o Cruzeiro já estaria campeão e o “Baêa” corria risco de rebaixamento. "Quando a gente se enfrentar o Bahia já vai estar rebaixado." Disse ele com desdém miserável. (O infeliz ainda fez 5 gols nesse jogo, um pra cada Honker)
A apresentadora do programa era uma graça e ficou toda se chegando pro nosso lado, chamou até pra tomar uma, mas nosso amigo Claudão(y), tinha outros planos ...
- Vamos pro Acarajé da Baianinha.
Pensar num acarajé em Minas me lembrou logo do de Aracaju(y), que era medonho (acarajé bom só na Bahia, penso eu), mas esse, mesmo que fosse medonho, já valia pelo lugar, repleto de gatinhas, de 14 anos, algumas mais velhas, verdade, mas as gurias eram lindas e absurdamente abundantes. Belo Horizonte realmente estava prometendo e o acarajé era bem gostoso.
Falamos do show com algumas garotas, que prometeram ir nos ver, demos um monte de risada com Caludão(y), enchemos a cara e partimos pro hotel pra descansar, pois não havíamos parado desde que saímos de Curitiba naquela manhã, sequer tomamos banho antes de sair de lá. (Pense nuns caras fedidos! Depois ainda quer comer alguém.)
Depois de acomodados, fomos procurar um lugar pra comer e paramos numa lanchonete em que dois viados conversavam:
- Eu gostei do pretinho.
- Eu gostei do baixinho.
Nada contra os gays, mas aquilo foi foda. Os caras me alugam até hoje: " Você podia ter se dado bem naquele dia!" é o que dizem me sacaneando.
Passamos a manhã seguinte consertando Rebeca, pelo menos eu e Brust. Arrumamos um mecânico chamado Léo, que tinha acabado de chegar de um casamento e nem trocou de roupa, foi logo metendo a mão no trabalho. Ele tinha cascos de cerveja na oficina e abrimos o dia lá mesmo. Duas, mais duas, mais duas... e Rebeca nada de ficar pronta.
- Tem que comprar isso aqui e isso aqui. - Disse Léo.
E lá íamos nós enquanto os outros imprestáveis dormiam. Compramos as peças e voltamos a oficina onde Léo conversava com uma morena que só em BH mesmo. Convidamo-la ao show também e fomos almoçar, ela e Léo, eu e os Honkers.
À tarde voltamos pra ver Rebeca, que ainda não estava pronta, e decidimos tomar umas por aí, dessa vez, todos os Honker Boys, mas no final da tarde ficamos, eu e Brust de novo, porque o povo queria descansar antes do show. Sentamos o pé na jaca até o começo da noite, encerrando com duas doses de uma caninha mineira de qualidade.
Na saída para o show ainda voltei no bar sozinho pra tomar mais uma dose. Quando chegamos na A Obra as coisas ainda estavam se arrumando e eu tentava encontrar a tal da cerveja Serra Malte, que me disseram que era muito boa, mas não encontrei e ainda fui xingado por um bebum que disse que a cerveja mineira era muito boa, que o baiano aqui era muito metido etc. - Logo eu?!
O show na Obra foi qualquer coisa de insano. Sputter entrou num tonel, andou de bicicleta, caí com Calaudão(y) no meio do salão e o pessoal até cantou nossas músicas, foi realmente um espetáculo lindo. Ao final umas garotas nos convidaram para uma esticada e é lógico que eu fui. Brust, o Velhinho e Dimmy estavam cansados, então Rodrigo me acompanhou, pra eu não cair de novo, como aconteceu em Curitiba (outra longa história).
Paramos numa sinuca altamente underground que ficava no 1º andar e a noite tinha tudo pra ser perfeita: 4 caras, 5 garotas, cerveja, drogas, rock'n'roll (pelo menos é o que eu me lembro) o que poderia dar errado?

Tudo que recordo foi de sentar pra conversar com uma das garotas e acordar sendo carregado por Rodrigo pra fora do carro na porta hotel derrotado pela cachaça.


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quarta-feira, 30 de março de 2016

Felicidades Sputter! (posted on facebook)

Hoje ele completa mais uns anoszinhos...

Alguns pensam que ele é maluco
Outros acham que é só mais um escroto
Mas ele é assim não por vontade
Um cara que só tem um ovo 
Não pode carregar muita maldade
Palmas pra ele que tem nos olhos verdade 
Que canta como se soubesse o que faz
Palmas pra esse rapaz!
Palmas pra esse rapaz!
Meu amigo
Meu irmão
Meu vocalista
minha puta
Por que não?
Um abraço forte,
um murro no peito,
um aperto de mão!!!

segunda-feira, 28 de março de 2016

Parabéns, sacana véio!

E passa um dia que você esqueceu que dia era. A gente fica viciado na rede social nos lembrar das datas, mas quem não tem rede social fica de fora e foi o que aconteceu. Era o aniversário de um grande amigo. Meu amigo há mais de 30 anos. Passou o dia e no dia seguinte ele veio me ver. A gente conversou, tomou um cafezinho fraco e saiu pra beber uma gelada de leve. Bebemos várias, conversamos um monte, relaxamos de nossas aflições num bar sossegado aqui do bairro e fomos beber em outro lugar mais animado. 
Depois de beber todas ele me lembrou que eu esqueci seu aniversário que foi ontem. Fiquei triste, entrei em um processo de emputecimento comigo mesmo que fez minha cabeça dar voltas como se eu tivesse fumado um baseado grandão. O sacana aniversariante nem fuma, só bebe e me fez ficar a tarde toda e parte da noite "de cara" sem que eu sentisse falta de nada, afinal ter uma boa companhia pra beber é tão bom quanto uma boa ganja.

terça-feira, 15 de março de 2016

Desnecessariedade da vida #2

22/05/07
Elas querem me promiscuir
Eles querem me promiscuir
A promiscuidade é uma droga

23/05/07
A droga
Os viciados não vivem sem ela, mesmo que a sociedade os condene. A sensação de prazer compensa qualquer vexame.
Os não viciados que a usa ainda busca o prazer, ora pra compensar a falta de um outro prazer, ora por pura diversão.
É a mesma droga, mas alguns veem diferença.
Qual o sentido disso?


01/06/07
Mais uma de um infeliz

Foi por ela que eu mudei
Mudei meu jeito de pensar
Mudei meu jeito de falar
Foi por ela que eu mudei

Foi por ela que eu cansei
cansei de me corrigir
De não saber aonde ir
Jamais dela eu cansei

Mas não vai ser comigo
Que ela vai voltar a ser feliz
Não vai ser comigo que ela vai sofrer mais uma vez

Mas não vai ser comigo
Que ela vai voltar, voltar a ser feliz
Não vai ser comigo
Que ela vai ser infeliz mais uma vez

01/06/07
Lá vou eu pra mais um dia de trabalho
é sexta-feira e eu nem vou reclamar
Pois sei que no fim do expediente
Vou bater meu ponto lá no bar

05/06/07
Não sei porque tenho uma memória tão ruim
Será um mecanismo de defesa?

05/06/07
Ela faz tudo pra me atingir e depois tenta de tudo pra se desculpar. Mas suas desculpas são bem piores que suas agressões. É uma situação na qual a dor não deve ser aliviada, pois causará mais e mais dor. 
Ela é má, ela sabe disso. Pode até não gostar, mas sabe que se não agir assim pode perder o que ainda não tem.
Ela não é feliz e não sabe como se-lo.
Vamos continuar vivendo nossas vidas. No fim de tudo ficaremos bem, sobreviveremos, saberemos mais sobre nós mesmos.
Ela pode nunca ter a felicidade que queria e acha que merece; 
eu posso nunca fazer alguém feliz, mas sei que amanhã verei seu sorriso, pois ela sempre sorri, e ela vai procurar um jeito de me atingir e eu um jeito de perdoá-la e encontrarei, pois ela merece meu perdão.
Não me desespero nunca. Sei que sempre há o que tolerar, sempre há o que nos aproxime, mesmo nunca aparecendo o que nos una.

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Tente desculpar ó meu amor
Eu te confesso, eu menti
naquela carta
mas não foi uma mentira barata
porque quem ama mente
quem ama mente muito, muito bem

pense que foi pra não te perder 
que eu escrevi mentiras fabulosas 
com palavras poderosas
porque quem ama mentequem ama mente muito, muito bem

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11/06/07
É exatamente por não acreditar em destino que eu não queria te ver.
Se eu não estou no seu ou se você está no meu, foda-se!
Não quero te ver. Ou pelo menos não queria.
Agora é tarde. Já estamos aqui
E eu tinha toda a razão em não querer.
Eu costumo ter razão.
Falei a verdade quando disse que te amava e falo a verdade quando digo que não quero te ver.
Não quero, não vou, mas vim, estou aqui, estamos aqui e isso é bom.
Mesmo assim não acredito em destino.

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Algumas pessoas querem ter,
apenas pra gastar
Mas eu gasto mesmo é escrevendo
Posso ter o que eu quiser
Mas o melhor de tudo
é que eu nem preciso sair do lugar
ou fazer alguma bobagem sem pensar.

segunda-feira, 14 de março de 2016

Desnecessariedade da vida #1

22/05/07
A Deusa

Ela é a que sorri
É da alegria
Ela encanta com os olhos
É da beleza
Ela é a que abraça
É a do conforto
São suas palavras
Ela é do vento
Em seus cabelos
Da canção em sua voz
Da chuva de onde cairão suas bençãos
Da chuva de onde cairão suas lágrimas
Ela é a que sorri
Ela é a que encanta


25/05/07
21:26
eu nunca vou duvidar da sua inteligência, porque eu te amo.
não importa a forma como seja dita: "EU TE AMO é sempre bonito.
eu sei que você iria entender por iso te falei.
sou idiota, tenho orgulho de sê-lo, mas não sou tanto assim.
21:30

21:34
Você causou todas as mudanças em minha vida e hoje eu quero te ver.
Não consigo guardar meu dinheiro pra beber, porque bebo o dinheiro todo.

quem ama mente muito bem
se um dia eu mentir eu menti porque te amava
se me perdoares irei mentir sempre
21:56

26/05/07
Um pequeno prazer pode ser a felicidade de uma vida. Não os desprezemos.

Todos os dias 
eu as vejo
as pessoas
elas andam e olham,
e falam e sorriem,
e grita e correm,
em seus carros,
suas motos,
a pé.
Naquele exato momento
não importa suas vidas,
se está tudo bem ou não está,
elas estão vivendo
não importa sua roupa,
ou seu jeito de andar
não importa se a boca é aberta demais.
Elas são as mesmas
no subúrbio ou no shopping
elas fazem o mesmo
vivem suas vidas
suas vidas desnecessárias

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31/05/07

Como explicar o amor a quem não vive?
Como fazer enxergar o vil?
Como explicar que amando se vive melhor?
Que mesmo uma desilusão não é nada comparada a ilusão de um amor?
Amar só faz bem.
Não se deve lamentar o que acabou e sim celebrar o que existiu
e buscar a mesma felicidade
e aumentá-la
Fazer alguém feliz é bem melhor que ser feliz ao lado de alguém.
As pessoas precisam entender o amor.
Quem ama só quer o bem.
Se você ama alguém que tem outro alguém torça para que eles sejam felizes. A felicidade de quem se ama é mais importante que e própria felicidade.
Não se pode ser feliz sem proporcinar felicidade
Quem ama é alternativa e ão entrave.
Esteja sempre disposto a fazer feliz quem você se dispôs a amar.
Queira sempre o melhor e cuide que esteja tudo bem.
Mais do que por merecimento as pessoas necessitam ser felizes.

somente dois tipos de pessoa não toleram a traição:
as que não traem e as que não amam.

domingo, 13 de março de 2016

Putariage

a puta,
eu comi
mas na puta-ria
não caí.
era linda,
e tava linda
e olhada queria
ser
como linda,
como era
Comi com os olhos,
comi mais
comi palavras
e agora uma puta?
Sei lá!
E daí?!
Se fodeu!
Se fudi!

terça-feira, 1 de março de 2016

Vida que segue rumo ao nada

Ontem quando entrei em casa um gavião saiu da garagem. Também fizeram o grande favor a ele de podar as 2 árvores da casa. Haja calor! Passei o dia quase todo na praia de Periperi ouvindo clássicos do pagode suburbano dos anos 90. Lembrei dos tempos de "segunda-sem-lei" e de Paulo Bala estapeando a bunda de uma de suas dançarinas cantando: "mas quando o pagode para, eu dou um tapa na bundinha pra recomeçar". Não tocou essa música, mas tocou: "se essa mulher fosse minha eu tirava do samba já, já. Dava uma surra nela que ela gritava 'Chega!'. Ah! aqueles sim eram tempos bons. Minha banda de garagem fazia rock na Feira do Gavião e não o gavião vinha comer em minha garagem.
Ao menos o som tem rolado por aqui pelas áreas com Olegna Lima e o quarteto fantástico fazendo quartas realmente formidáveis; rolou o Terreiro domingo e vai rolar Confusão e The Honkers um dia desses. Só precisamos nos organizar e manter organizados, terminar o disco e comemorar a maioridade. Sim os Honkers fazem 18 esse ano, mas não tem nenhum plano para o futuro. Nem eu. Minto. Penso em gravar umas músicas na voz e violão, mas não me bateu inspiração. Me sinto tão velho que apesar de achar que fiz muita coisa fico frustrado com meu império paupérrimo, mesmo não almejando riquezas materiais. (Esse é um dos piores sintomas da minha loucura.) The Honkers ainda deseja tocar em todas as ruas de todos os bairros, mas vamos deixar esses papo lôco pra outro dia.
O que desejo eu? Será que se vive somente de paz e amor? O que mais eu tenho que fazer pra me sentir parte desse mundo novamente? Sim, eu me sinto um alienígena a cada amanhecer, mas não deixo de amar ao meu próximo e esse "amor" é o que tem me fodido. Uma amiga me chamou a atenção certa vez dizendo para eu amar-me mais, pois amava demais aos outros. Então cheguei a conclusão de que devemos amar-nos para não nos foder-mos:. "SE AMAR PRA NÃO SE FUDER". Mas o que fazer se eu sinto que devo me apaixonar? Aliás como eu posso não me apaixonar todo dia? A cada dia existem mais ulheres e a cada dia elas estão mais encantadoras e merecem meu cuidado e atenção e carinho...
Gostaria de escrever todos os dias como eu fazia antigamente, mas parece que cada dia que passa o tempo anda mais rápido e me rouba a vida cada vez mais depressa. Já tentei fazer uma poesia por dia durante um mês, mas não tive inspiração, vou tentar fazer umas músicas e lá vou eu me apaixonar de novo só pra me foder novamente. Que fodição! Procuro um trabalho que não me escravize, não me imbecilize e não me foda.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Da ideia alheia...

Digam o que quiserem os capitalistas, os sexistas e os egoístas: um dia sem amor é um dia perdido. É a única irremediável certeza da vida. Quando você está com quem ama nem o dinheiro, nem o sexo, nem o ego importa. Só importa estar feliz.

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Cada dia mais morto

Tenho certeza que em minhas vidas passadas eu não vivi tanto, porque cada dia mais morto é como eu tenho acordado toda manhã nos últimos anos. Talvez seja a hora de me reinventar. Renascer. Será doloroso assim como nascer pela primeira vez. Nunca saberei quando será o último, mas que será um duro golpe, eu sei. Tem aqueles dias que eu acordo querendo estar em qualquer ponto da história da humanidade onde a expectativa de vida fosse menor, mas pra ser uma grande merda às vezes me parece que vou viver para sempre. E não há nada que eu queira criar. Ainda bem que existem almas que o simples encontro já salva um dia, digo, uma vida inteira. Não saudarei ninguém, mas agradeço a Jah todos os dias por essas fazerem parte de minha vida e me ajudarem a resistir nesse adverso mundo imundo.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Sabe aquelas cervejas horríveis?

Domingo de carnaval. Concentração: vinho, cerveja, água, chá... de repente alguém avisa que tá rolando um tiroteio na urbis. Mais cerveja, chá e rua. Topic, suburbana, Comércio...
Esse ano eu deixei de ir ver o Sepultura sábado na Barra pra ir para a Pça Castro Alves no domingo de carnaval. Sinceramente, não sei como consegui ir, beber, me divertir e voltar. Quando terminei de subir a Conceição e dei de cara com o trio de Ivete Sangalo pensei que já estava morto, mas consegui atravessar a multidão e me aprochegar em frente ao Glauber Rocha e curtir o som da Baiana System, que meus amigos me convenceram a sair de casa pra ver.
E lá estava eu, mais um preto na praça do Poeta curtindo o carnaval numa boa. A cerveja era 2 reais, mas saía a 3 por 5 em qualquer isopor laranja. Tava ruim não. O som também não era de se jogar fora, afinal eu não deslocaria de minha suburbana pra ficar ouvindo ladainha. Onde eu moro tem músicos extraordinários e que merecem minha audiência mais do que qualquer musa pop. Subir a Carlos Gomes atrás do trio elétrico foi uma emoção.
Depois da emocionante avenida teve o rap de minhas áreas representado pelo grupo Nova Era em pleno Terreiro de Jesus. Saber descrever o quanto aquilo estava sendo esplêndido eu não sei. Estava entre amigos vendo amigos no meio da maior festa do mundo bebendo cerveja a 3 x 5 e sem me embriagar. "Salvador tá escaldado!"
Cabou o rap no Terreiro começou o reggae lá na Tereza Batista. Quem mandava no som era Sine Calmon, que parecia ainda mais jovem do que quando ele escaldava tudo lá no Novo Tempo. A noite de carnaval era incrivelmente perfeita entre amigos, curtindo um reggae na paz de Jah pra ir embora de boa. Boas lembranças vem a mente, melhores ainda são criadas.
De volta a Periperi ainda vimos o final do último show na praça da Revolução que teve mais cedo Igor Canário. Acabado o show um cordão da polícia veio sugerir que fôssemos para casa esperar pelo dia seguinte. Não fomos. Alguns minutos depois de os policiais irem embora um imbecil começa a gritar e brigar com uma mulher, lhe acerta murros com uma latinha ainda fechada em sua mão. A mulher, que segura um pedaço de ferro na mão, não consegue acertar um golpe. Todos, inclusive eu, olham e nada fazem até que algum amigo do sacana o tira daquela situação e o leva para um canto. A polícia retorna e passa direto pelo agressor, aborda um outro elemento e o outro aproveita e foge. A mulher, que era uma das vendedoras do isopor laranja, continua com seu comércio como se nada tivesse acontecido.
Francamente eu não sei como cheguei até aqui. Uma vida sem sentido e sem rumo, sem objetivo, sem princípio. Duvidoso de tudo que é feito acreditar até mesmo da ciência que comprova teorias absurdas até mesmo para um louco. E o que vem a ser loucura afinal? Quando eu era pequeno achava os adultos loucos por beberem cerveja, aquela coisa de gosto tão horrível. Aí eu cresci e não consigo parar de bebê-la. 
Mas tem aquelas marcas das quais não dá pra se encarar exceto naqueles dias que você só quer se embebedar e esquecer que todo o sentido existe. Tipo no carnaval que a gente experimenta novas experiências desagradáveis e ainda agradece a Deus por ela. Seja qual for o seu fraco pra beber não esqueça uns engov's antes de beber e uns litros de água antes de dormir mesmo que seja pra mijar na cama de sua amante.
Depois de tanto agradecer por ter chegado são e salvo de um domingo de carnaval na Castro Alves, volto pra casa com a sensação de que não há nada nesse mundo que possa curá-lo. Nada pode nos fazer feliz para sempre.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Precisamos de árvores e humanidade

A árvore cometeu suicídio e acidentalmente acabou levando uma pessoa consigo. As pessoas não se importaram com o estado de espírito, ou o estado psicológico, da árvore que quando ficou sabendo das notícias da cidade que vem sendo desmatada impiedosamente entrou em depressão. Ninguém ligava para o pobre solo no qual ela estava vivendo recebendo pouquíssimos nutrientes e água quase nenhuma, visto que o chão ao seu redor é impermeável.
Infelizmente uma outra grande lutadora urbana também veio a falecer nessa tragédia, outra desassistida pela sociedade e pelos governos, mas vamos encarar. Nós sempre encaramos todas as covardias que nos derrubam na cabeça.

Cliente vip

Aí o cara recebe o telefonema da padaria:
- Senhor fulano, aqui é fulana da padaria. O patrão não vai aceitar o dinheiro rasgado que o senhor deixou aqui (e pá...) e eu não posso pagar (e pá...)...
- Tá bom, meu anjo. Eu vou aí trocar. :/ Mas não fui eu que rasguei, saiu assim do caixa eletrônico.
E sai sem tomar café deixando a chaleira no fogo.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

1º Pedal da família 2016: Igreja da Vitória - Ipitanga - Igreja da Vitória

Tenho que me organizar de algum jeito. Minha vida é a coisa mais inacreditavelmente caótica que eu poderia conhecer, quem dirá ser passível de conceber tal é o absurdo, mas esse sou eu e essa é minha bagunça. Sei que tenho que me arrumar, arrumar um celular, um trabalho, uma namorada, talvez até uma banda, mas isso é outra conversa pra um outro texto desgracioso. Esse aqui fala do primeiro pedal do ano com Felipe meu irmão.
A maioria das pessoas só pensa em garantir o futuro, mas eu acredito que o presente é o único momento em que você tem mesmo que garantir que seja bom. O futuro pertence ao presente que você realiza, não é a Deus, nem às especulações do mercado financeiro, acredite. A felicidade não é um truque de mágica e a família é aquele sentimento automático de felicidade. Você pensa nos bons momentos compartilhados e apenas agradece, todos os dias, por ser parte de uma (ou mais).
Eu tenho irmão que só a disgrama nessa vida de rock, pedal e loucura, mas de sangue é só 3: Cristina, Felipe e Jorge. Atualmente cada um vive sua vida entre seus trabalhos, cônjuges e filhos e muito raramente compartilhamos uma atividade comum. Sábado foi o dia do “pedal da família”. Nesse  fomos só eu e Felipe, que apesar de morar comigo é o que eu menos vejo, pois trabalha como um condenado nos deixando com um horário incompatível, porque eu não abro mão da noite(mas tô diminuindo).
Dessa vez fomos de carro até a Igreja da Vitória e de lá partimos em direção a Ipitanga rachando os capacetes em pleno sol de meio-dia porque eu acordei tarde depois da primeira sexta-feira do ano. Logo na subida do Cristo o pedal de Felipe (forte como a porra) se quebrou e gente teve que entrar pela Barra procurando uma oficina. Foi o segundo pedal que ele partiu o eixo em menos de um mês (haja perna!). Por sorte achamos uma oficina logo ali, perto da Afonso Celso e seguimos com nosso pedal numa boa. 
Barra toda nova – Ondina – Rio Vermelho todo desgraçado – Amaralina – Pituba com um pequeno trecho sobre o muro por causa do reveillon gospel – Jardim de Alah, pausa pra água... - Aeroclube agora parque de pipas – orla – orla... – Itapuã – Flamengo – Ipitanga e depois de 34km, uma hora e 55 minutos de pedal contra o vento um banho de mar, uma cerveja e tchau.
A volta foi mais rápida e até mais leve por causa da direção do vento. Uma pausa apenas para a água de coco no Jardim de Alah. Foda mesmo foi ter que subir a Ladeira da Barra no final. Isso não é nada bonito nesse sol fabuloso que tem feito nessa cidade. Teve horas que as câimbras me fizeram acreditar minhas pernas iriam se quebrar, mas controlando a respiração, graças a Deus, consegui chegar inteiro na igreja da Vitória uns dois minutos depois de Felipe que já se alongava. Comemoramos a nossa chegada nesse que esperamos que seja o primeiro de muitos pedais alegres em família, em harmonia, em paz. Foi realmente um pedal esplêndido que merece muitos bis. Sábado que vem eu prometo que vou acordar cedo pra a gente poder pedalar num clima mais ameno.


quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Agora e sempre haverá um otário como eu

A gente vai se estressando com o mundo como se fizesse alguma diferença a nossa revolta. As coisas sempre pioram. O que a gente tem que levar em conta mesmo, já disse isso outro dia, são as coisas que valeram a pena.
Sempre vai haver um sacana querendo seu lugar na fila seja pra se casar, seja pra se separar, seja pra pagar uma conta, seja pra receber um prêmio. O que não falta no mundo é gente querendo seu lugar, por mais que você se sinta o pior dos vira-latas sempre tem um querendo sacanear.
O que esperar para o futuro? Esperar que as pessoas melhorem? Esperar que o mundo melhore? Nada disso! Esperar continuar tendo esperança já é uma grande coisa que podemos estar vivendo. MAs esperar não muda o que muda é mudar. A música não vai mudar, a televisão não vai mudar, os aproveitadores e maus não vão mudar, então tentemos mudar apenas nossa aceitação da realidade. Você faz parte do undo então procure a melhor parte do mudo que você quer. O mundo é cheio de escrotos, mas não quer dizer que você tenha que ser o sacaneado sempre. As mudanças podem ser lentas, mas elas acontecem rápido. Observe as formigas.

Feliz 2016!


quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Eu amo essa garota

Podem falar o que quiser os conservadores, mas a vida é bem melhor aproveitada com gente querida e cerveja. Admiro a vida dos que não bebem, mas eu já vivi sem beber e posso lhe garantir que em um ano inteiro que passei sem álcool perdi 365 dias. Não existe momento mais formidável do que aquele a que dedicamos a encontrar um amigo para uma gelada.
Tem gente que a gente encontra às vezes tão rapidamente que mal podemos trocar uma palavra ou duas e aí fica com a sensação de que aquele encontro ficou incompleto. É preciso dedicar dias inteiros a alguns amigos de tanto tempo que a gente fica sem se ver. A vida corre e a gente tem que acompanhar. Em minha vida distante às vezes eu tenho que me virar pra conseguir beber uma gelada com certos amigos, mas qualquer sacrifício vale a pena pra se ter um momento de paz nesse mundo cada vez mais hostil. O que guardamos de boas lembranças são toda a fortuna que a gente vai levar pro caixão e nas minhas boas lembranças a cerveja ta sempre gelada.
Um brinde, um pouco de Amy Winehouse uma fungada no cangote dessa menina que eu amo tanto e que eu vejo tão pouco já tornava a noite de ontem formidável, mas depois daí ainda encontrei um monte de amigos raros e de gracinhas também que fazia tempo que eu não chegava em casa de manhã tão leve. 
O amor é a nossa única fortaleza!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

19 corações

Se eu tivesse 10 corações
eu amaria 10 vezes
A mesma garota
que eu só pude ver uma vez
Fosse dormindo em pé
no busu
Fosse andando depressa
na rua
Eu amaria dez vezes
com o mesmo amor
Se eu tivesse 10 corações eu amaria 10 vezes
A mesma garota
que me negou dez vezes
Com a mesma cantada
que sempre funciona nas outras 9
Mas não tenho 10 corações
Nem mesmo 10 garotas pra amar

Talvez se eu tivesse 10, 100, 1000 corações
Eu amaria diferente todo dia
A mesma garota
Com o mesmo amor que acabou de nascer
E de novo
Outra vez
Amaria tanto que me acabaria
Mas outro coração me chamaria
pra ir amar novamente
Com a mesma algazarra e euforia
Eu amaria a mesma garota
Novamente
Mas eu não tenho mil corações
Tenho um somente
Que me chama todo dia para amar uma garota diferente

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Contrariedades

Algumas tardes são frias, vazias e quando você se dá conta a noite já avança em alta velocidade pela penumbra fugaz. Montei em minha bicicleta e de repente tudo era luta pelo espaço. Eu saí pra comprar pão e torcia apenas para que a conta desse menos de os cinco reais e as moedas que eu carregava no bolso de minha bermuda que já faz 5 dias que não me deixa. Tudo é culpa das crises: econômica, crise fiscal, crise política, crise da meia idade, crise de identidade, crise... é tudo o que se consegue captar num universo tão diverso de problemas.
Nosso país não está em guerra apesar da tentativa de golpe, da morte de um candidato a presidente, da corrupção escancarada, temos coisas menores pra nos preocupar do que uma guerra. Vivemos em uma terra abençoada por não haver terremotos, vulcões ou furacões e apesar do el niño os danos causados pela natureza ainda são nada comparado aos que nós próprios causamos jogando "apenas um lixo" pela janela. E somos pegos no engarrafamento do excesso de vendas de carros ou no péssimo planejamento urbano que junto com a má educação dos condutores cria um caos enlouquecedor. E pra onde iremos? Como resolver esses problemas?
O pão que eu queria só tinha um então eu peguei esse pão solitário e mais o que eu costumava comprar e não é que a conta foi menor ainda que o de costume? 1 real a menos do que eu pago todo dia levando um pão a mais. Perguntei no caixa se era promoção, mas ele nem me ouviu. Vim para casa encabulado com o pão e nem pensei mais em meus outros problemas mais comuns. Afinal, o cara errou na balança? O pão estava mais leve? Ou eu participei de alguma pegadinha? Só sei que nada sei. Ficou foi provado que nem sempre as contrariedades são pra nos aborrecer, elas às vezes nos livram de mais aborrecimentos.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Já fui

Já fui,
já vim
e já fui.
Estava eu
meio lá, meio cá?
Mas lá estive
Mas cá voltei
Quando lá estarei?
Quando aqui voltarei?
Já vim,
já fui
e já vim.
Já fui,
já vim,
já fui.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Por um dia menos ordinário

Logo às 8 da manhã, hora do café, uma notícia de morte. Estava em casa e pensei em dar uma volta com Conhaque para dar uma espairecida. É tanta gente querida que já morreu e vai continuar morrendo... aí o telefone me chamou para um pedal com os Jurássicos de Bike e eu saí para aproveitar o sol pensando na fragilidade da vida.
Mas nem achei os companheiros do pedal. Já tinham se saído quando cheguei no lugar marcado. Fiquei frustrado, mas aí resolvi dar uma volta sozinho mesmo e depois voltar pra casa.  Fui "salvo" em São Tomé por duas almas caridosas que me ofereceram uns minutos de relaxamento quântico, mas na volta o pneu da bike furou e eu não havia levado a bomba pra encher pneu, apesar de sempre carregar todo o kit de reparos além de uma câmera reserva. Eu não imaginava não encontrar nenhuma borracharia por quase 2 quilômetros na estrada da Base, mas a vida é assim.
Achei um posto de gasolina que também não tinha calibrador e fui beber uma cerveja, já que sou filho de deus. O garçom ficou me olhando desconfiado e quase que não me vende. Liguei pra um sacana me resgatar, mas logo quando ele tava saindo de casa tomou uma multa e só foi chegar mais de uma hora depois (dava pra eu ter ido a pé, mas amizade...). Ainda bem que tinha antártica e tinham outras pessoas para atender nesse bar de posto além do garçom desconfiado/escroto.
Enquanto esperava e bebia minha gelada troquei a câmera que só fui encher em casa. Meu amigo chegou e bebemos mais umas antes de ele me levar pra casa contando meio mundo de histórias além da multa outras fantasiosas e bizarras que me relaxaram um pouco mais até chegar quase bêbado em casa.
Enchi o pneu e voltei pra Paripe para encontrar os Jurássicos, com quem eu teria ido pedalar de manhã. Mais cerveja, um peixinho frito, muita risada e lá vamos nós de volta pra Periperi, só que com uma puta dor de cabeça que não me abandonou. até eu desmaiar em meu colchão acordando altas horas da noite. Sabe um desses dias pra esquecer?
Não me detive. Tomei banho, coloquei uma roupa e parti pra noite suburbana cheio de sede e ódio por ter tido um dia tão mal aproveitado. Cheguei na praça e o mesmo inferno de todo fim de semana com as "danadas" quebrando tudo no caos de carros com som alto e gente louca de todo lado  até que a polícia chegou botando ordem. Tomei umas latinha no isopor de meu amigo Xiquinho, conversamos um pouco sobre nosso time que havia perdido e ficamos ali observando a ordem ser estabelecida pelos hômi.
Voltei pra casa e fui buscar um pouco de alegria no passeio noturno com meu cão que sempre está disposto a me deixar mais alegre. Se eu tivesse saído com ele de manhã, talvez o dia não tivesse sido assim todo errado, mas quer saber? É maravilhoso poder contar com um amigo que não está nem aí pra horários e histórias bizarras de dias horríveis. Andamos pelas ruas semi-desertas de Periperi por umas duas horas, Conhaque procurando conversa com os cães da rua e eu conversando com Toinho, e depois voltamos para casa como se nosso dia tivesse sido esplêndido.

domingo, 8 de novembro de 2015

Sua fadiga é de quê?

Sabe aquele cansaço que você não imagina de onde vem?
Eu sei.
Sei só do cansaço
Nem imaginação eu quero
Pra o início nem paradeiro dele
Já sei que existe
Exílio?
Repouso?
Teremos muito disso após a morte
Será que haverá cansaço?
Se ele não vem daqui nem dali
Deve vir de lá
Pelo menos na imaginação
E imaginar também cansa
E eu sei que tô cansado pra caralho

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Andar de bike, man. Sem frescura! (II)

Olhe por onde anda! e Veja bem! É preciso estar em dia com a visão, pois um "tropeço" o levará a morte certa. A bicicleta não te dá uma armadura. Ela é frágil e também precisa ser protegida contra choques, e encontrões, e apertões e demais tipos de colisões involuntárias ou não. Entenda que o trânsito urbano numa bicicleta é como um passeio a pé com sua amada num grande centro de beleza, moda,  acessórios femininos (claro que não todas as mulheres, sem machismo!, mas me deixe só cá.). A qualquer momento você pode ser parado porque olhou para o lado, ou porque alguém estava olhando pra vitrine e não lhe viu, ou porque tem gente demais em espaço de menos, ou porque simplesmente alguém reconhece a gostosa ao seu lado e tenta "empurrar" alguma coisa em vocês dois. O trânsito de bike pela cidade assim como no shopping center é traiçoeiro. A atenção e o cuidado na maioria das vezes pode salvar a sua pele, mas em outras, nem adianta.
Não espero que se esconda do tráfego de veículos. Você, ciclista, faz parte dele e precisa ser NOTADO para que possa também ser REPEITADO e o seu espaço. O motorista de modo geral não espera por não motorizados indecisos. Na cabeça de grande parte dos transeuntes um carro em movimento não deve ser importunado, mas apesar de não ser verdade isso exige uma certa lei da sobrevivência ignorada que diz que: o maior protege o menor; o mais forte protege o mais fraco; respeito à vida; respeito às leis de trânsito e essas coisas que não existem a maior parte do tempo. Bom senso é algo incomum então tente preservar o seu.
Dia desses estava pedalando aqui pela suburbana e um motoqueiro buzinou lá do outro lado com muita insistência. Pensei que podia ser para falar comigo, mas eu estava em alta velocidade, numa descendente, sendo seguido por vários outros veículos mais pesados que eu; precisava olhar à minha frente; ao meu lado; para baixo... não ia olhar para longe de meu futuro imediato e ainda tentar reconhecer um rosto provavelmente sob um capacete e esboçar um aceno, uma resposta... foda-se! Não olhei e desci minha serra chegando em casa inteirinho. Na rua o cara tem que estar focado apenas em fluir, entrar no "flow", fazer o vento circundar o corpo e então chegar. É claro que dá tempo pra uma cerveja ou uma paquera, mas é melhor fora do trânsito.
Existe uma infinidade de circunstâncias onde andar de bike e biritar tem tudo a ver, mas no centro da cidade, dessa cidade que eu vivo, ou aqui no bairro mesmo, que´é muito populoso (demais), não é seguro para ninguém um ciclista pedalando embriagado. Seus reflexos, mais do que suas paqueras de estrada, podem lhe matar muito velozmente ou ainda causar estragos os quais você ia preferir estar morto. Não beba e saia pedalando ou se beber volte a pé. No máximo venha devagar pra não se causar muito estrago ou à propriedade alheia, mas evite, na moral! se você for pro trânsito de bicicleta: NÃO BEBA COMO EU!*



a dose recomendada para o consumo de bebida alcoólica, no caso cerveja, e a atividade ciclística é de um litro para cada 20km, sendo que o ciclista também deve ingerir meio litro de suco de fruta, isotônico ou água.(no mínimo um litro se não for beber cerveja)

Se chegue

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