quinta-feira, 7 de abril de 2016

Stop Over Tour - Passagem por BH

Eu era o único virtualmente solteiro na viagem e o que parecia mais apaixonado. Só de ouvir "estranhos", da Declinium eu me comovia e, na primeira parada, liguei pra minha ex dizendo que estava com saudade e todo aquele blá blá blá de corno arrependido, não que eu fosse corno, mas era o que a situação parecia. O refrão da música fala:

"... e novamente estou pensando em você,
Que nem precisou me esquecer
E por favor me diz como é que se faz
Pra esquecer alguém de quem você nunca lembrou...."

Isso literalmente fudeu toda a “Stop Over”. Eu não conseguia parar de pensar nela e em toda parada lá ia eu pro telefone: Espírito Santo, Rio, São Paulo, Curitiba, São Paulo, Rio... era sempre a mesma coisa, ninguém comia ninguém, mas só eu era solteiro e não precisava ser fiel. Até tentei amar em Curitiba, mas fui descoberto com uma garota no banheiro pelo namorado dela que, graças a deus!, chegou antes que uma outra garota saísse e não viu maldade na minha situação de duas garotas comigo num banheiro, tinha rolado até um beijo triplo, mas aí o cara chegou e essa é uma outra longa história.
A Stop Over Tour estava chegando ao fim e parecia que nada mudaria minha sorte. Só de ver Juliana Paes sambando na Viradouro fiquei alegre até chegarmos em B.H..
Logo na chegada fomos à TV BH dar uma entrevista e lá encontramos Lô Borges e Alex “Cabeção”, então jogador do Cruzeiro. Como o Bahia enfrentaria o seu time na última rodada pedimos pra ele aliviar, pois o Cruzeiro já estaria campeão e o “Baêa” corria risco de rebaixamento. "Quando a gente se enfrentar o Bahia já vai estar rebaixado." Disse ele com desdém miserável. (O infeliz ainda fez 5 gols nesse jogo, um pra cada Honker)
A apresentadora do programa era uma graça e ficou toda se chegando pro nosso lado, chamou até pra tomar uma, mas nosso amigo Claudão(y), tinha outros planos ...
- Vamos pro Acarajé da Baianinha.
Pensar num acarajé em Minas me lembrou logo do de Aracaju(y), que era medonho (acarajé bom só na Bahia, penso eu), mas esse, mesmo que fosse medonho, já valia pelo lugar, repleto de gatinhas, de 14 anos, algumas mais velhas, verdade, mas as gurias eram lindas e absurdamente abundantes. Belo Horizonte realmente estava prometendo e o acarajé era bem gostoso.
Falamos do show com algumas garotas, que prometeram ir nos ver, demos um monte de risada com Caludão(y), enchemos a cara e partimos pro hotel pra descansar, pois não havíamos parado desde que saímos de Curitiba naquela manhã, sequer tomamos banho antes de sair de lá. (Pense nuns caras fedidos! Depois ainda quer comer alguém.)
Depois de acomodados, fomos procurar um lugar pra comer e paramos numa lanchonete em que dois viados conversavam:
- Eu gostei do pretinho.
- Eu gostei do baixinho.
Nada contra os gays, mas aquilo foi foda. Os caras me alugam até hoje: " Você podia ter se dado bem naquele dia!" é o que dizem me sacaneando.
Passamos a manhã seguinte consertando Rebeca, pelo menos eu e Brust. Arrumamos um mecânico chamado Léo, que tinha acabado de chegar de um casamento e nem trocou de roupa, foi logo metendo a mão no trabalho. Ele tinha cascos de cerveja na oficina e abrimos o dia lá mesmo. Duas, mais duas, mais duas... e Rebeca nada de ficar pronta.
- Tem que comprar isso aqui e isso aqui. - Disse Léo.
E lá íamos nós enquanto os outros imprestáveis dormiam. Compramos as peças e voltamos a oficina onde Léo conversava com uma morena que só em BH mesmo. Convidamo-la ao show também e fomos almoçar, ela e Léo, eu e os Honkers.
À tarde voltamos pra ver Rebeca, que ainda não estava pronta, e decidimos tomar umas por aí, dessa vez, todos os Honker Boys, mas no final da tarde ficamos, eu e Brust de novo, porque o povo queria descansar antes do show. Sentamos o pé na jaca até o começo da noite, encerrando com duas doses de uma caninha mineira de qualidade.
Na saída para o show ainda voltei no bar sozinho pra tomar mais uma dose. Quando chegamos na A Obra as coisas ainda estavam se arrumando e eu tentava encontrar a tal da cerveja Serra Malte, que me disseram que era muito boa, mas não encontrei e ainda fui xingado por um bebum que disse que a cerveja mineira era muito boa, que o baiano aqui era muito metido etc. - Logo eu?!
O show na Obra foi qualquer coisa de insano. Sputter entrou num tonel, andou de bicicleta, caí com Calaudão(y) no meio do salão e o pessoal até cantou nossas músicas, foi realmente um espetáculo lindo. Ao final umas garotas nos convidaram para uma esticada e é lógico que eu fui. Brust, o Velhinho e Dimmy estavam cansados, então Rodrigo me acompanhou, pra eu não cair de novo, como aconteceu em Curitiba (outra longa história).
Paramos numa sinuca altamente underground que ficava no 1º andar e a noite tinha tudo pra ser perfeita: 4 caras, 5 garotas, cerveja, drogas, rock'n'roll (pelo menos é o que eu me lembro) o que poderia dar errado?

Tudo que recordo foi de sentar pra conversar com uma das garotas e acordar sendo carregado por Rodrigo pra fora do carro na porta hotel derrotado pela cachaça.


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