terça-feira, 24 de março de 2009

A desgraciosidade

Eu havia me tornado o verdadeiro dono da palavra desgraciosidade, mas assistindo a um filme, cujo nome me foge, com um elenco que eu não lembro e que contava uma história que eu não faço idéia do que era, acabei descobrindo que ela não havia sido inventada por mim. Foi um golpe duro.
Mas como eu sou um cara-de-pau de marca-maior continuo fazendo uso indiscriminado dela em meu blog, orkut e toda a internet, além de ter isso em minha vida como uma forma de fazer com que as pessoas não busquem apenas a graça, mas que também a desgraciosidade tem seu valor.
Olhem essa foto, por exemplo: Aí estou eu ao lado de duas gracinhas da melhor qualidade fazendo uma cara nada graciosa. Na verdade, além de ridícula, minha cara está o retrato fiel da desgraciosidade.
Esses são aqueles momentos que por amor, ou por descaração, o homem faz coisas realmente ridículas.

Complexo de superioridade

Segundo os desocupados astrólogos, o único problema que o leonino pode ter é o seu complexo de superioridade. Sua capacidade de amar e seu exibicionismo são os fatores que mais contribuem para essa má fama. Eu sou leonino portanto não sei do que eles estão falando, pois não tenho a menor ambição de me gabar por qualquer coisa extraordinária que eu venha a fazer, a não ser para sacanear alguém.

É terrível ver que as pessoas não têm motivos para se achar melhor que as outras, mas estão o tempo inteiro tentando provar que são melhores. Às vezes é só pra humilhar, em outras é apenas um diálogo mal dialogado que causa o mal-estar. A maioria das pessoas não sabe expressar suas opiniões e também não sabe respeitar opiniões contrárias à sua. A falta de respeito com o outro é bastante normal, embora seja totalmente condenável.

Eu tenho o péssimo hábito de ter razão, mas na mais das vezes eu deixo que as pessoas façam exatamente o que lhes dá na cabeça, apesar de meus conselhos, pois sei que não sou o dono da razão e estou propenso a errar como qualquer outra pessoa. Às vezes é melhor deixar que as pessoas cometam seus próprios erros para que assim elas possam pensar melhor antes de tomar decisões e aprenderem a ouvir os conselhos. A ponderação é algo muito importante na vida e só nós humanos temos essa capacidade de uma maneira bastante esclarecida.

Às vezes eu não conseguia entender porque as pessoas não me ouviam quando eu tentava ajudar em alguma coisa, mas com o tempo aprendi a me calar, mas, mesmo assim, algumas vezes é necessário levantar a voz, gritar mesmo, quando o tamanho da imbecilidade é muito maior que a paciência. Ninguém gosta de ser vilipendiado.

As pessoas simplesmente gostam de se mostrar espertas e mais inteligentes que as outras, o problema é que elas acabam na verdade mostrando arrogância, prepotência e frivolidade tamanhas que só mesmo seus egos inflados as fazer crer em suas próprias palavras. Sabemos que é muito agradável ter o poder de esclarecer, mas devemos ter muito cuidado uns com os outros, pois tudo leva o ser humano a entrar em uma zona de conflito.

O que as pessoas querem mesmo é ser melhores que as outras, ganhar mais dinheiro, ter as melhores oportunidades, comprar os melhores produtos, andar nos melhores lugares, com as melhores companhias (leia-se: as mais bem-sucedidas), freqüentar restaurantes famosos, andar de primeira classe, em trajes sob medida e com jóias caras. Tudo isso apenas pra mostrar às outras pessoas que elas são melhores, estão por cima e o resto é apenas o resto. Afinal, em seu lugar o resto faria o mesmo.

É uma pena pra mim achar tudo isso um desperdício, um despropósito e uma imbecilidade, pois provavelmente esse pensamento nunca me levará a galgar os trilhos do sucesso, mas cada vez que eu vejo esse tipo de coisa me sinto muito feliz por perceber que sou superior a isso tudo.
Ora! Eu sou leonino afinal de contas! (Ao menos é uma desculpa.)

As bonitas que me perdoem, mas a beleza é mais que suas roupas de grife

Me lembro da primeira vez que eu vi alguém usando algo da marca “Dolce & Gabbana”. Na verdade eu nem sabia do que se tratava, pois tinha apenas “D&G” na bolsa que uma garota usava no bar Pimentinha, na Boca do Rio. Claro que a sua bolsa foi uma das últimas coisas que eu reparei, pois ela usava uma camiseta costada nas mangas e na gola que deixavas as mostras seus seios vestidos num bikini verde e uma calça jeans igualmente maltratada, mas que compunha uma visão maravilhosa de criatura do sexo feminino.

As manhãs de domingo são os melhores dias pra se ter uma noção exata da beleza feminina, pois elas acordam de ressaca, como todos, colocam seus óculos escuros, ou não e vão à praia. Antes elas dão uma passada no supermercado, ou posto de gasolina, ou farmácia, não porque precisam comprar qualquer coisa, mas para testar seu poder de sedução numa hora tão imprópria. Elas se olham nos espelhos, ajeitam os cabelos e tentam sorrir sempre que possível. O problema é algumas vezes a caixa do supermercado, o atendente da farmácia, ou do posto tentam tirar de seu poder de sedução, ou apenas a sua paciência. O que no final das contas dá no mesmo, pois fazem com que aquelas beldades que iluminam as manhãs de domingo se tornem criaturas antipáticas e até desagradáveis.

Numa dessas belas manhãs de domingo eu tive um outro encontro com a “D&G”, só que dessa vez era uma blusa dessas que ficam grudadas emoldurando o corpo. Não sei se eu tenho como descrever a imagem, mas eu posso contar como as coisas se passaram em minha cabeça:

Estávamos eu, Matheus e Raquel “A formidável”, meus parceiros de cachaçada, num desses mercadinhos comprando cerveja pra encher o tanque até a casa de Mateus, onde tentaríamos dormir, comer, etc. Estava na fila do caixa quando chegou aquela deusa, musa, soberana, espetacular criatura de óculos escuros e com sua indefectível blusinha da “Dolce & Gabbana”, preta com um “D” e um “G” prateados, cada letra sobre um dos seios grandes, rijos e maravilhosos. Não pude resistir nem me conter e lhe disse que jamais havia visto uma blusa ficar tão bem em uma pessoa. Ela apenas sorriu tornando a visão ainda mais esplêndida.

Foi uma pena que aquele momento mágico não durou mais de um minuto, porque a caixa não estava conseguindo passar o cartão e a espera fez as fisionomias mudarem. Enquanto saboreávamos nossas cervejas, a garota esplêndida tomava uma xícara enorme de café. Seu sorriso deu lugar à impaciência, sua amiga (ou irmã) a cada minuto a mais na fila colocava mais coisas para serem compradas e sua xícara de café estava se tornando um piquenique. Então eu tomei o cartão da mão da moça e passe na máquina, ela colocou o valor, mas quando foi me dar para assinar viu que tinha passado o valor errado: R$ 0,08 por 6 cervejas seria mesmo uma linda manhã de perdição, mas ela passou novamente o cartão com o valor complementar e fomos todos embora deixando a bela da manhã entregue à sua chateação matinal.

Não pude parar de pensar nela por muitos dias e é uma pena que seu rosto e seu sorriso aos poucos vão sumindo de minha mente, mas nem a sua xícara de café, nem a imbecilidade da caixa, nem a sua posterior contrariedade serão capazes de apagar a beleza do seu sorriso e o “D&G” dos seus seios.

sábado, 7 de março de 2009

Quantas vezes podemos responder precisamente a uma pergunta?

Antes de tudo é necessário saber exatamente o que está sendo perguntado em seu sentido real e pleno. O que poderia ser uma simples pergunta se torna, às vezes, um problema incomensurável. A resposta para a soma 2 + 2 pode até ser quatro, mas se pensarmos bem vamos ver que a pergunta, na maioria das vezes, não está completa. Podemos pensar um pouco... se dois mais dois for 4 o mundo pode encontrar a paz com um simples aperto de mãos, ou melhor ainda, com um beijo, mas não é de nada disso que essa pergunta trata. O que eu queria saber é: quantas vezes podemos responder precisamente a uma pergunta?
Vou tentar ajudar. Dois gambás se encontram com mais dois gambás, o que temos? R - Depende. ?!
São dois machos e duas fêmeas, são três machos e uma fêmea, ...? E se dois grupos de quatro gambás se encontram o que temos? Uma cambada de filho da puta? NÃO!!! Vou tentar ajudar de outra forma...
Numa noite fria de inverno londrino, dois homens solteiros vão a um pub. Lá eles encontram duas belas jovens sozinhas e lindas, o que temos? Dois casais? Sendo assim dois mais dois é dois. Mas isso não responde a minha primeira questão: quantas vezes podemos responder precisamente a uma pergunta? E ainda por cima tem uma outra quanto é dois + 2?
Na verdade o que eu estou fazendo é embromando, ou simplesmente tentando entender como pensa o ser humano. O que nos ensinam na escola não tem nada a ver com educação e sim com doutrina. A pessoa vai desenvolvendo um intelecto nos moldes de um pensador inseguro que se quer sabe responder a sua necessidade. 
Você tem vontade de fazer o que? O que é você? Por que você aprende? É fácil responder a isso, mas algumas pessoas insistem em dar essa resposta dizendo que isso a diminui ou que a torna uma pessoa submissa, outras simplesmente dão essa resposta por ojeriza ao raciocínio, mas vamos ver...
Ao longo dos anos o ser humano vai desenvolvendo a capacidade de dissimular, mentir, e ludibriar então elas vão se tornando cada vez mais humanas, pois enganar por capricho é uma coisa exclusivamente humana. Alguns animais também enganam, mas estes meramente por uma questão de sobrevivência. O ser humano vai adiquirindo certas habilidades que os afasta cada vez mais da natureza, afasta tanto que logo inventaram a expressão “natureza humana” que é uma das coisas que podemos chamar de “aberração da natureza”.
Por que somos assim??? É mais uma das perguntas que não podemos responder precisamente talvez na Grécia Antiga Sócrates ou até Zeus tivesse uma boa resposta, mas eu garanto que não seria uma resposta precisa. Como eu posso garantir isso? - Pergunta ao Sófocles! Talvez Freud explicasse, mas quem é ele pra me dizer que eu sou 3, ou posso ser 4? Só porque com isso ele me ajuda a por em dúvida vários dogmas...?
Como podemos responder a uma simples pergunta raciocinando? Não podemos. Não existem perguntas simples e sim perguntas de respostas óbvias.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

A lua de Beta


Mesmo que ninguém veja, nós sabemos que está lá.

A pujante imbecilidade humana

Por mais que a cada dia a gente tente se comunicar melhor com as pessoas, algumas coisas permanecerão impossíveis de se fazer entender.

Algumas pessoas não perderão a mania de fazer outras pessoas perderem seu tempo com coisas que não a interessam pelo simples fato de elas não conseguirem tomar uma decisão com o que fazer de suas próprias vidas. O maior problema é que nós às vezes não conseguimos tomar uma decisão nem sobre qual a melhor coisa pra fazer numa manhã de folga, ou numa noite de sexta-feira. Tal indecisão é fruto da pequena capacidade de lidar com reações próprias e alheias. Estamos sempre preocupados com o que os outros vão pensar, onde eles estarão, como agiriam em nosso lugar. Isso é uma prova direta da teoria da imbecilidade, que diz que todo o ser humano tem o direito inalienável de ser imbecil. Daí vem o mala, que é aquele cara que te leva a um lugar que você não quer pra fazer algo que você não estava a fim e ainda te enche o saco pra que você ache tudo maravilhoso, e te tacha de antissocial, antipático, e não há nada que você possa fazer quanto a isso. Os imbecis são assim, se acostume. 
Ainda tem aquelas pessoas que lhe pedem um favor e mesmo que você não tenha tempo, tenta ajudar, mas aparecem outros pequenos favores a fazer que acabam tomando todo o seu tempo e mesmo que você tenha avisado que não poderia demorar a pessoa fica chateada e te chama de sacana. O tipo de imbecil mais legal é aquele que trabalha prestando algum tipo de serviço. Certo dia fui a um restaurante e perguntei ao garçom: "Qual cerveja vocês têm aqui?" ele me respondeu: "Long-nec", é lógico que eu perdi a vontade de beber. Aliás esse negócio de cerveja é meio complicado demais pra gente imbecil. outro dia, num boteco aqui perto de casa, rolou o seguinte diálogo:
- Amor, me traz uma cerveja, por favor!
- Qual?
- Qual a srta tem?
- Skol e Schin.
- Me traga a que estiver mais gelada.
- As duas estão geladas. Qual você quer?
- Qualquer uma!
- Qualquer uma não tem.
- Filha, veja a cerveja que estiver mais gelada e traga.
- Você tem que me dizer se quer skol ou schin.
Depois de respirar fundo, apesar de minha vontade de já estar bebendo, pedi a ela que me trouxesse uma skol e a imbecil me trouxe uma cerveja quente.
Tem uns casos de imbecilidade que na verdade podem ser apenas embriaguez. Certa vez tava comendo água com uns amigos e mesmo deixando claro que, após termos almoçado já à noite, eu ainda estava a fim de continuar comer água de maneira profissional, deixei me levar a uma pizzaria, pois alguém queria comer, mas passados 20 minutos, após terem olhado o cardápio e eu já ter terminado a 1ª cerveja, que era mais cara e menor que a que eu estava bebendo no bar anterior, ninguém havia feito o menor movimento em pedir coisa alguma. Como eu já estava pensando em pedir outra cerveja resolvi tentar ajudar a adiantar o lado pra que eu pudesse voltar ao bar pra comer minha porra de minha água em paz. Perguntei que sabor as pessoas preferiam, pois é claro que eu não ia pra uma pizzaria tomar cerveja, não quando tem cerveja maior e mais barata do outro lado da rua. isso gerou uma discussão sem precedentes, porque as pessoas, apesar de não terem pedido porra nenhuma, tinha a possibilidade de pedir fatias ao invés de uma pizza inteira. No final as pessoas comeram uma pizza grande e saímos dali bem mais rápido do que se estava desenhando, mas o stress na cabeça dos imbecis foi altíssimo. Pior pra mim que acabei dormindo, mas acordei pra beber vinho.Enfim, a capacidade que o ser humano tem de fazer merda e ser inconveniente com os outros é diretamente proporcional ao seu coeficiente de imbecilidade.
Agora... para determinarmos se um lugar é habitável temos por primeira medida que bombardeá-lo. Se o local resistir ao bombardeio, também será capaz de resistir a pujante imbecilidade humana que no fim das contas é apenas a capacidade de destruir tudo o que pode ser agradável no mundo.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Quanto vale?

Lembro quando ela era só um filhote, junto com outros sei lá quantos fazendo uma zoada da porra e destruindo tudo que aparecesse pela frente.
Alguns anos depois ela passou uma temporada praticamente sozinha em Santo Amaro, tomando conta da casa que havia sido invadida. Ela fugiu, ficou vários dias perdida, mas conseguimos encontra-la e trazê-la de volta. Quase sempre era eu que ia lá colocar comida e ver como ela estava. Ela fazia a maior festa, pois ficava de 3 a 5 dias sem ver pessoas. A gente sempre colocava uma montanha de comida pra ela ir comendo aos poucos até a próxima "visita".
Sei lá se fomos muito escrotos com ela, mas tenho certeza que ela se manteve fiel, companheira e da mais alta confiança.
Ultimamente ela estava aleijada e cheia de problemas físicos, feridas por causa de uma briga com uma outra cadela e nem conseguia se alimentar direito.
Hoje eu tive que levá-la para a eutanásia. Nunca pensei que isso fosse uma coisa capaz de me balançar tanto. Meu irmão, que foi comigo no veterinário, queria apenas que tudo acabasse para que pudéssemos "dar fim" no cadáver, mas eu não consegui sequer olhar direito pra Niki e não fiquei perto quando a veterinária, Amélia, lhe aplicou as injeções.
Carreguei seu corpo que fora colocado enrolado em jornais num saco de ração para cachorro e levei para o carro. Partimos para procurar onde enterrá-la ou o que quer que fôssemos fazer com o seu corpo sem vida. Encontramos um aterro, mas não dava para enterrá-la ali, pois era um lugar um tanto bizarro e aparentemente perigoso na estrada velha de Periperi.
A minha completa ignorância com o que fazer com nossos animais mortos me fez concordar em deixá-la ali mesmo, pois era um lugar em processo de entulhamento e provavelmente seu corpo seria enterrado naturalmente pelos caminhões de cascalho e tratores que revolverão a terra, mas eu não me sentia nada bem com aquilo e quando a joguei pelo barranco o saco se abriu e eu pude vê-la descendo às cambalhotas.
Por mais que eu saiba que a cadela que passou mais de 15 anos em minha vida não existia mais aquela não era a última imagem sua que eu gostaria de ter visto.
Voltei para casa achando que a vida não valia mesmo nada e que não importa o que façamos com ela, no final nos tornamos apenas um pedaço de carne que as pessoas não tem muita certeza do que fazer, como fazer e se faz sentido. Tudo o que fica de fato são as lembranças.
Apesar de não acreditar em vida pós morte, ou em além túmulos, espero que ela possa estar no céu dos cachorros ou ter uma nova vida bastante feliz.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Marketing eficiente da porra!

Quando eu era pequeno ia pro rock em Amaralina. Bebia pa desgraça e na saída pra casa sempre rolava aquela vontade de dar um mijão. Tinha um cantinho perto do ponto bastante convidativo pra dar a mijada e todas vezes eu via o cantinho e ia lá, todas as vezes, só após chegar lá, eu via, lia a placa:
"Proibido mijar!"
"Cuidado com a surpresa!"

e é claro que eu nunca mijava.
Vida desgraciosa!

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

A gente tem escolha, portanto, escolha certo!

A gente pode escolher sair pra se divertir
A gente pode escolher a cerveja e os cigarros
A gente pode escolher o bar
E a gente às vezes pode escolher até o garçom
A gente pode escolher dormir tarde
Pode escolher não dormir
A gente pode escolher o dia da semana
A gente pode escolher a trilha sonora

Só duas coisas nesse mundo a gente não tem escolha: o time do coração e as pessoas que a gente ama.
Eu fico puto quando meu time perde e quando um amigo faz uma merda, mas logo depois tem um outro jogo, ou uma outra balada, ou conversa. Voltam os sorrisos, as alegrias, as boas lembranças e até as ruins, mas isso são coisas do coração.
Quem é que escolhe a quem amar?
Tem gente que dementemente até tenta deixar de amar alguém, ou de torcer pra um time, mas é inútil.
Não é o meu caso. Nunca será!
Sempre vou amar meu time e meus amigos.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

H E X A G E R A D A M E N T E FELIZ (e de ressaca)

Quando saí do Parque Antártica, naquele estranho jogo de semifinal de campeonato Paulista, dia 20/04, aquele mesmo do gás, eu tive a impressão que o ano seria muito ruim para nós torcedores tricolores. Tomei chuva, teve blackout, fiquei quase 12 horas sem tomar uma cerveja, mas apesar de minha desconfiança eu ainda tinha orgulho do time e dos jogadores. Perdemos em uma situação estranha para uma equipe que estava mais tranqüila, descansada e jogava em casa. Na quarta-feira a gente ia enfrentar o Nacional (COL) pela Libertadores. Foi um jogo sofrido, como, aliás, foram quase todos os jogos do ano. Ganhamos por 1x0 gol do Pirulito.

Pior que a eliminação do Paulista, foi a eliminação da Libertadores daquela maneira também traumática e sofrida. Foi disparado o pior dia do ano. Assisti ao jogo na casa de um amigo e saí de lá sem dar uma palavra. Fiquei meio afastado de conversas sobre futebol por algum tempo. Eu havia perdido a confiança no time, mas de alguma maneira eu ainda confiava no Muricy Ramalho, que sentiu tanto, ou talvez mais do que todos nós meros torcedores.

O time começou a se desmontar, Saíram o Adriano, Carlos Alberto, Alex Silva e Fábio Santos, e alguns jogadores estavam bem abaixo do que podiam jogar. Muricy simplesmente havia perdido a força do conjunto e eu estava perdendo a fé. Eram muitos vacilos durante um mesmo ano e eu não estava reconhecendo meu time.

Muricy preferiu jogar a Sul-Americana com uma equipe reserva e seria bastante difícil o sucesso (fomos eliminados nos pênaltis). O segundo turno do Brasileiro começava com uma derrota fora de casa para o líder, que já davam como campeão, depois que o Flamengo voltou à realidade. Estávamos longe de acreditar no título e eu não conseguia ter esperança. Nosso ataque penava com as contusões de Borges e Aloísio, e as péssimas atuações de Éder Luis (que só jogou bem contra o Flamengo) e André Lima (que só na estréia foi bem).

Mas um São Paulino sempre acredita e eu acreditei que chegaríamos às 20 vitórias e brigaríamos pelo HEXA, pois os times que estavam na frente estavam oscilando muito, perdendo pontos bestas enquanto nosso time se fortalecia e mantinha uma estabilidade, apesar da grande quantidade de empates. Era visível a mudança de atitude do time. Paramos de levar cartões ridículos, não havia mais boatos de saída e chegada de jogadores. Muricy teve paz.

Após mais um empate injusto contra o Palmeiras quando já estávamos embalados e ficamos sem o nosso principal atacante num lance estranho, eu percebi que esse time iria chegar e chegando não ia vacilar. Dito e certo!

O time foi arrasador nas rodadas seguintes com seis vitórias consecutivas acabando de vez com toda a desconfiança que alguém ainda poderia ter. Empatamos o jogo que poderia ter sido o do título, na penúltima rodada, na semana decisiva afastaram o árbitro do jogo (ainda bem!), na mesma semana o ex-presidente do clube faleceu, era muita pressão na cabeça de Muricy e dos jogadores, mas nada era capaz de abalar minha confiança, apesar da minha certeza no sofrimento, minha fé era muito maior no título.

Foi assim que ele veio. É assim que ele vai ser lembrado. Mais uma vez meu time de coração me faz feliz, mais uma vez o fim de ano é tricolor, mais uma vez Rogério Ceni e cia me deixam com a maior ressaca de minha vida... eu não sei quando vou deixar de ser um torcedor feliz, mas tenho certeza que no mundo inteiro não há torcedor mais feliz que o São Paulino Hexa-Campeão Brasileiro, Tri-Campeão das Américas e Tri-Campeão Mundial.

Obrigado Muricy! Pois você mais que ninguém mereceu este título depois de todas as críticas e desconfianças quanto ao seu trabalho.

SAUDAÇÕES HEXA-GERADAS!!!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Penso, logo existo!


Tudo o que temos a fazer é pensar positivamente. Às pessoas não é dado o direito de pensar diferente. Isso é mera perspectiva.

Temos que imaginar que somos senhores, não só de nossos narizes, mas de nosso futuro, o futuro de toda a humanidade. Afinal, onde você quer que as pessoas vivam? Num lugar que está em evolução, ou num lugar em franca decadência? Tudo o que nos rodeia é caos, ou as coisas estão voltando aos seus lugares?

Tudo o que pensamos pode ser criado, então sempre que for pensar em algo, pense na melhor coisa possível dada à situação.

Sejamos pequenos príncipes vivendo em pequenos planetas, mas em paz com o universo que nos abrange. Somos meros integrantes, integrantes como todos os outros. Não há nenhum motivo para desejar-lhe mal para me dar bem. Não há o menor motivo para desejar-lhe mal. O máximo que podemos pedir é justiça, mas não a justiça divina, ou a sua justiça egoísta. A justiça do que você desejou, e permitiu que acontecesse.

Não podemos alimentar animais que possam nos comer sem um mínimo de segurança, mas o que seria essa segurança? A segurança é ter em sua mente a certeza de que tudo vai dar certo.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Sei não, viu?

Às vezes meus amigos falam um monte de merda sobre futebol, que meu time é uma merda, que somos bambis, que não vamos ganhar mais nada, etc.
O foda é que eu ouço isso desde 89 quando o São Paulo perdeu o Brasileiro pro vascú e de lá pra cá a gente já ganhou 3 brasileiros, 3 libertadores e 3 mundiais. De todos os títulos QUE EU VI meu time ganhar ainda acho que o mais foda foi o brasileiro de 86. foram jogos memoráveis e Silas, Müller, Careca e cia eram os caras mais raçudos que eu tinha visto jogar até então.
Em 2005 eu tive a alegria mais intensa com o 3º título da Libertadores. Estava lá no Morumbi com Romário(Corrente) que tinha feito a promessa de só voltar a beber após o título. Eu tinha saído daqui dizendo que se o São Paulo desse menos de 4 no APR eu desfilaria de saia na praça aqui do bairro.
Resultado: São Paulo 4x0 Atletico PR. Uma noite histórica por vário motivos, até carona pra Guarulhos a gente arrumou. Cheguei aqui 7 da manhã, em transe, louco pra continuar enchendo a cara, mas não tinha nem bar aberto, nem com quem beber e eu tive que esperar o dia mais lindo do ano engrenar pra eu poder sair e me acabar.
Os brasileiros de 2006 e 2007 foram tambem muito foda, principalmente em 2006 que o time era líder e chegou à final de mais uma Libertadores, que eu também fui, mas me fudi.
2008 é o ano que o São Paulo mostra que não se faz um time grande com historinhas nem com conversinhas. Tem que levar as coisas a sério e tratar os adversários com respeito. Não devemos ter pena alguma de times que estão sendo rebaixados, se eles não tiveram competência não é problema nosso.
O foda é que mesmo depois disso tudo ainda tem uns idiotas que não respeitam meu time, mesmo ele semdo o maior clube do Brasil e um dos miores do mundo. Fazer o que, né? Tem gente que COMPRA título da sárie A e comemora título da série B.
Conversando com um cara que não era nem São Paulino há umas rodadas atrás. O São Paulo enfrentaria o Inter, a Portuguesa, Figayrense, Vascú, Flumerdense e Goiás. Eu me quaixava que fariam de tudo pro Vascú não ser rebaixado, que o Goiás era o time mais complicado a se enfrentar, pois era o time mais difícil de perder em casa e o Internacional, que é o melhor time do Brasil na atualidade. Sabe o que o cara me falou?
- Rapaz, o São Paulo vai bater em todos eles!
Pois é, só falta o Flumerdense e o Goiás e acho que o cara estava mais que certo, pois o time joga com seriedade e não pensa nem um segundo em deixar todo o trabalho que eles tiveram durante esses meses ruir em duas semanas.
Eu só queria estar lá no Morumbi domingo, mas dessa vez não vai dar.
Vou guardar pra a final da Libertadores de 2009 e dessa vez será ainda melhor.
Quanto aos torcedores de outras agremiações, o que eu posso dizer é:

"EU NÃO TENHO CULPA DE SER FELIZ!"

terça-feira, 25 de novembro de 2008

A sorte, ela me acompanha.

Depois de ter acordado tarde, saído de casa tarde, não ter encontrado as pessoas na praia, ter cortado a ponta do dedo médio tentando consertar Rebeca, não ter tido tempo de trocar as cordas do baixo, ter chegado no BANEB na hora de tocar, sem tempo de beber uma cerveja e cumprimentar decentemente as pessoas que lá estavam, não ter conseguido tirar o melhor do som nem dos baixos, nem do palco, tocar o tempo inteiro tomando choques no dedo cortado e sóbrio... ter que desviar os olhos das apresentações de suspensão, apesar de ter uma amiga se pendurando eu não suporto ver aquilo...
Valeu muito à pena todo esse "sacrifício".
Pode não ter sido uma inesquecível noite de rock, mas foi um formidável encontro de amigos.
Só pude ver o show da Venus Voltz, mas eu não consigo pensar em nada melhor para ter sido a única apresentação a ser vista. Puta show do caralho, puta vocalistas bons do caralho, putas baixo, batera e guitarra bocas-de-se-fuder!!!
E que mulher é aquela? Ela canta de dentro pra fora, se move como uma... sei lá! Não consigo pensar em nada como ela. Eu que sou um cara que gosta de fechar os olhos e deixar a música me levar, não conseguia tirar os olhos do palco por muito tempo. Dançava com ela, sentia a sua voz, fui hipnotizado.
Depois do show só uma pizza com ervilha poderia tirar um pouco da minha felicidade, mas ela não foi capaz.
Mais uma vez senti-me uma pessoa de muita sorte.

Pellê, Dinho, Du e Trinity, obrigado por existirem e formarem essa banda espetacular.

domingo, 16 de novembro de 2008

Esse, sim


Aí botava pra fuder.
Mais que eu.
Masque a minha,
mas seja responsável!

Vida

Ontem eu perdi 3 reais na praia
A mulher estragou minha cueca com o ferro
Ainda vou jogar basquete
Vou tentar ir pro hospital
Tento assistir pela "en'ésima" vez a um mesmo filme sem sucesso
Estou com uma grande ressaca
Mais um domingo em minha vida
Mais um dia na existência do mundo
Hoje ainda tem baile funk

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Dúvidas


Às vezes a gente fica sem tempo pra fazer várias coisas, mas eu não vou ficar sem escrever por falta de um computador, né?

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Assim


Amargo

O vazio, Existe, Assim

Como uma garrafa plática jogada na rua,
Sob o sol,
Após a chuva,
Apenas gotículas de água
Fazem perceber
Algum conteúdo.

Espera-se o chute de um traseunte,
Algum carro,
Moto,
Caminhão,
Passe por cima,
E estoure,
E liberte,
E transforme...

Talvez alguém cate,
E ponha no lixo,
ou leve pra reciclagem,
Quem sabe?

O que se sabe é que existe o vazio
E ele nunca é só isso.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

E não vai ser comigo

Foi por ela que eu mudei
Mudei seu jeito de pensar
Mudei seu jeito de falar
Foi por ela que eu mudei

Foi dela que eu cansei
Cansei de a corrigir
Cansei de dizer aonde ir
Foi por ela que eu cansei

Mas não vai ser comigo
que ela vai voltar a ser feliz
E não vai ser comigo
que ela vai ser infeliz mais uma vez

Pensamentos perdidos

Quem ama muito mente muito bem.

Nunca consigo guardar dinheiro para beber, pois sempre bebo todo o dinheiro que tenho.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Se é pra f*der, passe pelo menos uma manteiga

As instituições, de modo geral, são tão filhas da mãe que já nem tem mais vergonha de dizer que vão te fuleirar.
(...)
- Se o sr. atrasar nós incluiremos juros.
- Mas não é atraso, o valor está errado.
- O sr. deve, nesse caso, efetuar o pagamento e solicitar a correção do valor.
(???)
Eu não sei onde essas pessoas aprenderam isso, mas essa merda veio, claro, com a invenção do dinheiro. Coisinha insignificante que acaba com todo o prazer de se viver.
Não há um dia sequer que eu não xingue o infeliz que teve a idéia de criar a moeda, mesmo sabendo que a humanidade não ia parar de criar coisas absurdas.
Há um tempo atrás eu cria que a maior invenção do homem era o controle remoto, mas eu acho que foi mesmo a vaselina. O homem nunca pára de querer foder o mundo e pr'um cu do tamanho do mundo é preciso muita.

Vamos pensar no assunto!?

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Boom na sua cabeça

Já li quase todo tipo de coisa sobre o Boom Bahia, concordo com umas, discordo de outras e tem coisa que é bom nem comentar. A verdade é que há muitos anos não rola um evento tão bom nessa cidade. Peca um pouco pelo pouco espaço da Tereza Batista e pela cerveja Sol, que começa a sair quente antes do fim da noite, mas a organização e as atrações realmente estão botando pra fuder.
Esse lance de horário é importante pra caralho, acho que as pessoas deveriam se acostumar a cumpri-los. Como de costume os eventos no Pelourinho não costumam atrasar, pois o povo de lá cobra mesmo essas porras. (ou pelo menos cobrava)
Nessa onda quem se fode sempre sou eu, por dois motivos simples: Não gosto de sair antes das 10 da noite e gosto menos ainda de sair de Periperi domingo à tarde, a menos que seja pra ver a seleção jogar(SPFC) em algum bar com a galera. Mas esse fim de semana eu tive que me fuder um pouquinho, pois o rock me chamava e ele também merece alguns sacrifícios, além dos amigos e amigas que tinha oportunidade de encontrar depois de algum tempo.
No sábado eu já comecei me lenhando. Saí de um seminário já quase 17h e algumas bandas já tinham tocado, mas pude ver Os irmão da Bailarina com um show um pouco mais pesado do que eu me lembrava e achei muito bom.
O show da Lou está cada dia melhor, mais maduro (no bom sentido) e mais empolgante. (Creio que um próximo disco será matador.)
A Teatro de Seraphin foi a única banda que me fez realmente lembrar porque eu ouço rock. Comecei nos anos 80, ouvindo o punk e o pós-punk. Nesse temo aqui existiam bandas como Não, Boy Subterrâneo, Via Sacra, bandas que se preocupavam bastante com os conteúdos de suas letras e tinham sempre algo a dizer além de seus cabelos desgrenhados e suas roupas rasgadas. Foi o momento mais calmo da noite, mas não o menos prazeroso. (antes que alguém diga alguma gracinha: papo-cabeça de cu é rola!)
Depois teve uma banda de Pernambuco chamada Sweet Fanny Adams, que, apesar da posição ingrata, não deixou o prazer de ouvir música deixar o local, mas o que todo mundo queria mesmo era ver os Retro e os caras não nos decepcionaram.
Fica meio chato falar que o show foi do caralho, mas muito melhor que o show deles foram minhas parceiras de dança. (e pensar que há 15 anos atrás era raro se ter uma mulher para dançar em shows de rock) Não vou destacar nenhuma delas pra não gerar ciúmes, mas hoje eu só acredito numa festa na qual eu possa dançar além de ficar pulando feito um doido e o primeiro dia do Boom Bahia foi matador.
No segundo dia, como era de se esperar, mais uma vez eu cheguei atrasado e quase perco a banda que me fez realmente sair de casa, a Declinium. Não pelo fato de nosso baterista estar tocando, nem pelo fato de serem grandes amigos, mas pela qualidade sonora, refinamento das guitarras e a voz daquele sacana que é realmente muito foda. Aliás se fosse fazer um concurso, Théo Filho e Orêah iam disputar pau-a-pau a melhor voz masculina. Cheguei ainda na metade da primeira música e pude curtir quase todo o show relativamente quito no meu canto, sendo interrompido vez por outra por algumas pessoas que eu não tive tempo de cumprimentar à minha chegada. Ouvir a música "Estranhos" ao vivo sempre me traz recordações de tempos imemoráveis e bastante felizes, apesar de ser um rock triste.
Depois foi a vez da Berlinda subir ao palco, mas foi um show que eu acabei nem curtindo muito por dois motivos básicos: era a hora que eu estava de fato começando a curtir o ambiente e o vocal tinha uma "vozzinha" meio afetada bastante irritante à minha "macheza". hehehe
Alguém já tinha me falado alguma coisa da SubAqüático, mas eu não conseguia lembrar o que era, mas quando os caras começaram o show e foram destilando seu set list descobri que se não tinham me dito que era uma banda do caralho, mentiram. Foi realmente a coisa mais supreendente que eu podia esperar no dia que seria o mais "calmo" do festival. (Encontrei mais uma banda capaz de me tirar de casa)
Também teve suas surpresas negativas, mas isso nunca foi novidade pra mim. A Curumim & The Apins ficou meio perdida em minha cabeça. Apesar de eu até gostar do som que eles fizeram, acho que eles ficaram meio numa roubada, pois depois da SubAqüático eu queria era mais rock e não aquela xurumelança hype, mas enfim...
Chegou a vez de Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta, de quem eu tenho a maior mágoa por eles nunca tocarem "Daikiri" nos shows e esse não foi diferente apesar de minha súplica à beira do palco. De novidade pra mim mesmo foi a presença de mais uma guitarra no show o que deixou seu Ronei bem mais à vontade no palco e realmente transmitindo a empolgação que é o show dos Ladrões. Pedrão, Edinho e Sérgio, além de Ronei e do "novo" guitarrista, que também é o guitarra e vocal da SubAqüático, são uns dos grandes heróis do nosso cada vez mais sólido rock baiano.
Agora é esperar a quarta-feira e eu tenho certeza que Bruninho Pizza, Nancy e seus comparsas invisíveis, porém bastante audíveis façam memoráveis apresentações.
Espero conseguir estar lá.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Saudade sem nº

Às vezes o tempo
age mal com as pessoas 
Ele nos deixa assim,  
De longe Olhando
o passado através das fotos
Através do pensamento 
O tempo não pára 
Mas nós queríamos
fazê-lo parar 
Em vários momentos 
A gente não pode voltar 
Mas ainda podemos ir em frente 
A saudade? 
Essa morre fácil! 
Num sorriso
que se vê de longe 
Ou num apertado abraço

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

O rock de batom

Sexta-feira pra mim tem se tornado um tormento imensurável. Tudo porque inventaram que eu, com 34,5 invernos, tenho que acordar sábado pela manhã pra assistir aula. Eu, comedor de água de responsa, baladeiro full time, que odeio ervilha e programas de tv de sexta à noite, tenho que acordar 6 e pouca da manhã, pra poder estar numa sala de aula às 8 e pouca de um sábado???
Claro que eu não sou nenhum imbecil de ficar trancado em casa toda sexta-feira, por isso em algumas e já saio de casa com todo o material que eu vou precisar durante e, principalmente após a aula do sábadão.
Na semana retrasada rolou uma dessas e, como profissional que sou, varei a sexta, mas esqueci do material, aí lá pelas 6 e pouca e fui pra casa, tomei meu banho, fiz meu “desbebum”, e vazei pra aula. 
Nem dormi na sala e depois da aula fui pro boteco com uns colegas. Colegas covardes, que foram cedo pra casa e me largaram à toa às 14 horas. 
Com o virote, e as cervejas de depois, eu acabara esquecendo da coisa mais importante da semana à qual eu esperava ansiosamente há meses, mas graças a meus colegas covardes me lembrei a tempo de ir. Era o um show produzido por grandes amigos que ralam há anos nesse rock de Salvador(ACCR-BA) no qual ia tocar a banda que eu virei padrinho(PREAZ) depois que as meninas me ajudaram a acabar uma garrafa de conhaque. 
Cheguei no evento cedo demais, coisa completamente fora do normal pra mim, que sempre sai de casa depois que a maioria dos eventos já começou.. Encontrei as meninas da Preaz, logo na entrada e pude matar a saudade de meses com alguns abraços bastante apertados e vários goles de cerveja. 
Tinha uma outra banda passando o som o palco, a Endometriose (Feira de Santana-BA), que acabou até animando bastante a nós mortais. Depois veio as Preaz que subiram ao palco quando eu já estava bastante “legal” e tive que ficar colado ao palco admirando as monstrinhas que eu havia ajudado a criar (graças a Jah). Rolaram uns pepinos com a caixa da bateria, um certo nervosismo das meninas, mas o show foi muito bom pra mim. Senti um orgulho da porra! A banda mudou de vocalista, coisa que eu só fui saber, e conhecer, nesse dia, e a nova vocal não vacilou em mostrar sua personalidade e, mesmo meio insegura, se impôs que nem gente grande. Karen, Taís, Juli, Márcia e Giselda botaram pra fuder!
Depois disso eu já estava meio louco, mas pude ver o show meio chatinho pra caralho da tal Vanessa Pondé, que faz um popzinho bem churumela, mas tem uma boa voz e toca bem violão, além de estar acompanhada de bons músicos, e o empolgante show da Endometriose. Mas o que foi realmente formidável foi a presença iluminada e o som mais que “aconchegante” da Matiz. 
A gracinha da Mari Diniz e seus comprasas fizeram um show curto, porém matador. Pude matar a saudade de seus hits e ainda tomar umas com Léo Abreu(baterista e comedor de água profissional).
Saí de lá e fui a uma festa de formatura de uma amiga, onde encontrei uma outra amiga que eu não via há 16 anos e acabei dormindo na mesa, mas essa é uma história pra outro dia.
Pena que eu não pude ir no segundo dia do evento, mas espero que nunca faltem pessoas que acreditem no rock independente e, principalmente, nas mulheres fazendo esse rock, pois ao longo de minha estrada do rock eu já ouvi diversas opiniões preconceituosas contra mulheres no rock. Eu sou meio suspeito pra falar, mas verdade seja dita: sem mulher o rock perde todo o sentido.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Seis de outubro

Desde pequeno eu achava que morreria no dia de hoje 6 de outubro, por isso sempre que se aproximava da data eu ficava meio agoniado e começava a fazer besteiras. Na adolescência isso ficou bastante pior, porque os hormônios me levavam praticamente à loucura e a depressão bateu pela primeira vez de forma que eu conseguisse entender do que se tratava.
Hoje, com 35 anos fico imaginando o que se passava pela minha cabeça esse tempo todo, mas considero hoje um excelente dia para morrer.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Uma mulher qualquer

Imagine uma mulher
Imagine seus olhos
Imagine seu nariz
Amplie sua visão
Imagine todos os detalhes do seu rosto
Imagine seu cabelo
Seu pescoço, seu colo...
Imagine sua cintura, seus braços e pernas
Imagine sua barriga
Imagine seus pés
Imagine-a vindo em sua direção
Ouça sua voz
Ouça o que ela diz
Imagine seu dia-a-dia
Seu acordar, seu banho, seu vestir
Imagine suas dificuldades e suas tristezas diárias
Imagine que você não pode fazer nada
Imagine que ela vai morrer
Imagine que ela nunca foi amada

domingo, 21 de setembro de 2008

Uma mlher nunca vai saber o que é isso...

Tesão de mijo:

Às vezes o cabra acorda com cãimbra de nó na binga, mas é de tanto o subconsciente segurar a mijada matinal. Tem gente que não consegue nem acertar o local apropriado pro mijo e acaba fazendo uma sujeira da porra no chão.
Eu, que não sou otário, quando vejo que a cãimbra é muito violenta mijo logo no box, depois é só ligar o chuveiro e dar um grau.

Broxada de mijo:

Sempre que a gente toma umas e outras dá aquela vontade de desagüar com gosto, mas tem momentos, nos quais a cerveja está bem gelada, e a gente sempre pega nela com a mão boa, que fica difícil executar a simples tarefa de dar um mijão. A complicação se deve ao fato de pegar na binga com mão gelada.
Caralho! Não conheço nada mais broxante que uma mão gelada no pau, principalmente a própria.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Diálogo oculto

Mãe: (quero ver se vai aparecer quem foi!)
- Quem tomou cerveja aqui ontem?
Filho: (nem me lembre! A gente rodou pa porra procurando um lugar pra beber...)
- Fui eu e uns amigos.
Mãe: (Olha que cara de pau!)
- Tavam comemorando o que?
Filho:
- Nada!
Mãe:
- Mas por que bebe assim encima de nada?
Filho: (Mas a gente tinha... cala a boca, rapaz!)
- Porque cerveja é gostoso.
Mãe:
- Não sei mais o que dizer a você.
Filho: (Essa é a hora que eu devo ficar calado)

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

A desgraciosidade

Rapaz, eu preciso voltar a beber logo. Esse negócio de doença não é pra mim! Eu não gosto de paz, só com uma mulher do lado vendo um filme, bebendo um vinho fazendo e recebendo carinho... hum... Acho que preciso de uma cerveja, digo de uma mulher. Ah esquece!
O que eu queria falar é que depois daquela merda toda do "boctrin", hoje depois que meus amigos maravilhosos ficaram me sacaneando, aconteceram mais situações desesperadoras. Se bem que se eu sobreviver a essa semana meu conceito sobre desespero vai estar completamente formado. Aliás, teve duas coisas que eu omiti, mas foi por esquecimento, uma na terça-feira, chá quente de boldo na mão esquerda e outra quarta, achocolatado com água escaldante na boca. O engraçado é que o da mão que eu achei que ia me fuder não deu nada e o da boca que eu achei que não ia ser nada machucou. Coisas da vida.
Como minha mãe não me tinha por perto 24h por dia por tantos dias seguidos há alguns anos ela resolveu me dar um presente ontem, dizendo que era de aniversário atrasado. Eu odeio presentes que não servem pra beber, mas de minha mãe eu aceito até uma torta de ervilha. Era uma bermuda de uma dessas lojinhas de shopping que ela tinha ido com meu cunhado e pra não fugir à regra de bermudas e calças que se ganha de presente, não deu. Pensei em dizer a ela pra dar a outra pessoa, mas mãe é foda! Se magoa com tudo.
Hoje eu já era outro homem. Sentir a rua, mesmo durante o dia já era uma coisa fabulosa, mas eu tinha que ir a um Shopping, a segunda coisa que eu mais odeio no mundo. Mesmo assim era bom sair de casa. Tomei um banho de verdade depois de 3 dias, porque teve um dia desse que nem banho eu tomei e ou outros foram de se molhar e se enxugar. Me vesti e caí no mundo. Só não sabia em que andar era a loja e pra um cara que odeia shopping chegar em um com a sacola da loja e perguntar onde fica é um pouco de imbecilidade demais. Ligo pra meu cunhado: caixa-postal (que sacana!), ligo pra minha irmã: “ô Thi, se eu conseguir falar com ele peço pra ele te ligar” (minha irmã é 10!).
Não vejo muito sentido na moda, mas sou escravo dela como qualquer ser humano. Minha “fôrma” não é lá exatamente a média do brasileiro e acredito que não seja na média de nenhum povo, o que torna minha busca por qualquer tipo de vestimenta uma coisa desagradável, pois, “todo vendedor desse mundo não entenderá exatamente o que eu busco e tentará me vender qualquer merda.” É de vender que se trata para ele. O “Eu preciso de um tênis, uma camiseta, uma bermuda, uma calça etc” se transforma em: “Quero a mais cara, ou a mais barata, peça dessa loja” a depender do “olhar clínico” do vendedor. É broxante. Eu detesto comprar, mas lidar com certos vendedores pode realmente estragar um dia. Salve a internet! Os melhores anos de minha idade eu não tive internet, mas hoje eu não sei o que seria de mim sem ela. Porra de moda! “Quero uma camisa sem estampas, uma calça de homem e bermudas com bolsos fundos!” Assim é mais fácil. Seja como for, é um saco ter que me vestir com os vendedores.
Peguei o buzéuris e fui relendo Capitão Presença pra aliviar o stress de ir a um shopping, numa loja que eu não iria, para trocar uma roupa por outra que eu sei que não tem, mas menos de 5 minutos depois eu já tava puto por ter esquecido a ordem de serviço de um celular meu que está consertando há um mês e pouco. Ainda bem que O Presença me salvou do stress. – Valeu por essa, Presa! – Depois de re-rir um monte, quase chegando lá, o sacana me liga:
- Diga aí, velho?
- Em que piso fica a loja, man?
- Rapaz, vá em qualquer uma!
- Sim, véi, mas eu já estou chegando no shopping Barra...
- Pode ir em qualquer uma que é a mesma coisa.
Pra evitar problemas familiares achei melhor desistir da informação e aceitar minha “sorte”, só faltava rodar uma hora no shopping e depois ser atendido por um macho “muito atencioso”, se é que vocês me entendem.
Dei sorte! Advinhei a entrada que me levava direto pra porra da loja, e estava vazia (eu tava mesmo com muita sorte), mas ao olhar direito vi que só tinham homens pra me atender. Coloquei a sacola em cima do balcão e anunciei a troca. O brother “conferiu a parada” e me mandou escolher o que eu iria querer em troca. Em uma olhada em volta da loja vi que seria um coisa impossível. Perguntei se tinha camisetas sem estampas, ele me apontou um prateleira com camisetas nas cores lilás, azul fêmea, azul igual a que eu estava vestido, rosa. Resolvi ver outras coisas: camisas pólo (medonhas e com escudo), calças (as que tinham meu nº eram 60 reais além do valor), o pior de tudo é que eu nem podia pedir pro cara me ajudar, porque eu sei lá qual era a dele e podia não ficar bem eu dizer “homem não usa essas coisas”, na hora das camisetas tudo que eu disse foi “são muito claras”. Bonés sempre são legais, mas os de lá não davam em minha cabeça. Bicho, eu já tava desesperado, aí achei uns shorts de tactel, mas a única cor mais ou menos de homem que tinha era verde, verde musgo segundo o vendedor, cujo nome eu perguntei, mas esqueci, peguei um desses mesmo, mas ainda faltava pra inteirar o valor. Olhei novamente p’ras camisas alegres e perguntei pra menina, digo, pro rapaz se realmente não tinham outras cores e só aí que o sacana foi mostrar outra prateleira... (papo chato da porra esse de loja de roupa, né? Desculpem, mas é que eu tô sóbrio há 4 dias) resumindo peguei um short e uma camiseta e ainda gastei mais 24 reais. (a porra da conta só podia dar 24 mesmo)
Voltei pra casa na intenção de ainda bater um pedal, mas sentei aqui no computador e me fudi ainda mais um pouquinho. Minha mãe perguntou se eu tinha trocado a bermuda, queria ver, como eu já estava trocando de roupa mesmo (já tinha tirado a camisa e o tênis) resolvi mostrar a ela logo em meu corpo, até pra eu também ter certeza que ia ficar bem. Ela gostou, eu também.
Voltei pra esta porra pra tentar terminar o texto que comecei esta manhã tirei apenas a camisa por causa do calor, daí a pouco minha irmã me grita lá da cozinha:
- Cabeção, vai querer suco? Maçã com Melancia?
- Vou, daqui a pouco eu tô aí. (gente boa essa gorda!)
Alguns segundos depois:
- Ficou aguado, vou colocar beterraba.
- Bala! Gosto de beterraba.
E continuei aqui, escrevendo, lendo e-mails, respondendo scrap e conversando no msn. Um autêntico imbecil, fui atender a porta, voltei, dali a pouco a sacana grita de lá de novo:
- Cabeça, não esqueça o suco... e lave a jarra. - E saiu.
- Falou!... lindona!
Já não ia mais pedalar pra caralho de lugar nenhum mesmo resolvi ir comer.
Estava lá uma jarra de um autêntico blood Marry. Fiz dois sanduíches, dei três biscoitos a conhaque e voltei pra frente do computador. (Eu achei até que tinha dito em algum lugar que só ia ficar na frente dessa tela duas horas por dia exceto segunda-feira, mas eu ainda estou meio doente) enfim: sentei aqui com caneca e jarra em uma mão e dois pães na outra, coloquei a jarra em cima do rolo de papel higiênico que está em cima do gabinete, que um dia eu explico o que ele está fazendo lá, e fiquei aqui vendo tv e falando com o povo o que dava, porque eu tinha que largar a caneca e digitar com uma mão e depois pegar a caneca, encher... o resultado disso?
Primeiro eu vou falar de meu quarto. É uma suíte que em 99% do tempo fica trancada com chave porque eu estou sempre nu, não gosto de luz, de muita arrumação e não tenho o menor jeito pra decorador. Por um desses acasos do destino a porta do meu quarto não só estava destrancada, mas também escancarada, e ela faz quase um ângulo de 90º com a porta de entrada da sala, o que faz com que praticamente todo mundo que entre em casa e olhe pro lado vai me ver, por isso eu sempre tranco, por isso não, por minha mãe que ia me encher o saco se ela entra em casa com uma das visitas dela e me pega peladão. Mas, voltando à nossa história, o resultado foi: suco no teclado, na bandeja do teclado, no short verde musgo, em mim, na cadeira no chão, mas isso não foi o pior. Entrei no banheiro, tirei o short, passei água, peguei uma cueca suja e limpei a cadeira e a bandeja do computador, mas exatamente na hora que ia levar a cueca de volta pra roupa suja a namorada do meu irmão aparece...

O que pode passar na cabeça de uma pessoa que vê um homem de cueca, com outra cueca na mão toda “ensangüentada”? Ela não tinha como saber que era suco de beterraba. O que pensou eu não faço ideia, ela não me disse nada, meu irmão não me perguntou nada, mas a visão era a desgraciosidade de maneira semi-nua e crua.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Bactrim é melhor que aspirina! Quem toma aspirina é puta!

Segunda-feira:
14h cheguei em casa. Agora estava oficalmente de férias, mas ainda estava de ressaca, por isso falei rapidamente com minha mãe e fui pra cama. A cabeça doía, a garganta, mas eu tinha certeza que só com uma aspirina ia passar. - Porra de médico!
Acordei 19h, fui tentar comer alguma coisa, pois no fim de semana inteiro eu só comi um sanduíche sábado e a feijoada do mercadão na madrugada de domingo, segunda de manhã saí pro trabalho só com um café preto e um pão. Graças a Jah tinha uma quiabada na geladeira, feijão, arroz... No começo doeu um pouco, mas depois foi entrando até fácil. A fome era determinante para o sucesso. Depois de comido olhei uns e-mails e lá pelas 21h lá fui na praça com a intenção de tomar uma, porque eu não sou viado. Chamei no msn uma boa parceira de copo, mas não sei o que se passava com ela que chegando na praça quis só comer pão com salsicha. Frustrado com a pouca diversão na praça vazia e sem companhia pra beber voltei cedo pra casa. Fiquei o resto da noite vendo filme ou sei lá que porra, mas a parada da garganta tava ficando punk. Dormi.

Terça-feira:
Eu era um nada. Não falava, não comia, não bebia água e tinha febre. Passei o dia assistindo mais tv do que suporto, vi mais filmes do que agüento e fiz mais silêncio do que o costume me permite, mas a pior desgraça mesmo era ficar de férias sem beber. Pedi pinico, confesso. Já de tarde pedi pra minha irmã comprar pra mim uma pastilha e um colutório pra ver se esse incômodo na garganta diminui. Nessa brincadeira dona minha mãe já tinha inventado gargarejo com folha, sal grosso, água quente..., mas comer mesmo qualquer coisa era impossível. Mais 4 horas de simpsons, 3 filmes e um monte de programa ruim na tv. Pra ser melhor ainda essa parada minha querida irmã só veio chegar de volta às 8h da noite e, acho que só pra me sacanear, sem pastilha nem colutório, trouxe essa porra desse bactrim. (1 comprimido a cada 8 horas)

Quarta-feira:
Com a suadeira que o antibiótico me deu à noite quem disse que de manhã eu já era homem de novo? Levantei foi porque meu cu parecia cagado, mas era suor. Eu que não ia tomar banho com o frio que eu tava. A inflamação tava agora dos dois lados da garganta. Juro que eu quis morrer! Já eram 48 horas de férias e sem beber. Eu só pensava: “Que ressaca da porra é essa?! Quero brincar mais não! 2 alto!” Aumentei a dose para 2 comprimidos a cada 12 horas e um entre essas doses: - Já não tava bebendo mesmo, não ia ser o remédio que ia me matar. Dia longo filho da puta, mas eu sobrevivi. Escrevi um monte de merda e mandei um monte de gente desconhecida tomar um sorvete. De tardezinha consegui até comer um pouco e de noite a garganta começou a finalmente mostrar sinais de melhora, a cabeça até doía, mas eu achava que era de abstinência ou ainda de ressaca. Sabe como é ir ficando velho, né? A gente vai güentando menos porrada.

Quinta-feira:
Passei a noite acordado (esse bactrim deve ser raciado com cocaína. Pensei). Tinha ficado matutando um texto, que, aliás, nem terminei de escrever ainda, mas nada. Umas seis e pouca, depois de ver mais um pouco de tudo na tv e na net fui pra cama, mas ainda tava sem sono. Normalmente batia uma bronha e ficava tudo bem, mas foi aí que eu me dei conta que nesses 4 dias não havia tido nem sequer uma ereção. Me levantei e sentei novamente na frente do computador. Achei que era melhor aproveitar a falta de sono num site “educativo” do que escrevendo essas minhas histórias lombradas. Minha "djonga" não dava sinal de vida... Vocês podem não ter noção, mas isso deu uma aflição dos diabos. Pense aí!: Minha garganta se fudeu por causa da cachaça e agora meu pau não ia funcionar mais? - Que PORRA!!! Eu ia ter prazer como?! Depois de uns “vídeos educativos" vi que na verdade eu não tinha tido uma ereção porque meu quadro estava grave. Não fui num médico porque não sou “homi-puta”, mas já achava que devia ter ido na segunda-feira mesmo. Quando algo me incomoda o cérebro simplesmente ignora qualquer outra sensação só pra ficar me lembrando e me sacaneando. É como se fosse um castigo por aqueles momentos que a consciência dizia: "vá pra casa, seu infeliz!" e eu teimava em ficar na putaria até não ter mais companhia ou, em situações das mais bizarras, desmaiar (Sim, isso já aconteceu). Como se não bastasse minha garganta, agora era meu pau e meu cérebro querendo me fuder, mas eu sabia que meu companheiro de alegrias, de solidão e de insônias, não ia me deixar na mão assim e aí eu voltei a insistir na companhia de Catherine, Carol Lupo, Mayara Rodrigues, Verônica Bella, Paula Moreno, Pamela Li, Tabata, Regininha Poltergeist, Mônica Matos e sei lá mais que gostosa e finalmente consegui relaxar e dormir. Só dormi 4 horas, mas pelo menos dormi pesado. Lindo!

Sexta-feira:

Não havia dormido muito, mas já me sentia bem. Passei um dia só tomando remédio e vendo besteiras. Nenhum de meus amigos cachaceiros filhos de umas mães veio me visitar, nem minhas amigas, e ainda ficaram me sacaneando na internet por causa do bactrim que não me deixava sair pra beber, como se fosse uma porra de um remedinho pra dorzinha de cabeça. Quer saber?! Ah! Vão se fuder!

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Vá!

O que pensar quando a gente olha pra trás e vê que as melhores coisas que fizemos foram os amigos?
Quando descobrimos que não podemos fazer nada por eles, nada por nós?
O que pensar quando tudo o que se pode fazer é mirar num futuro que não acreditamos?
Ver que todo o nosso passado foi uma vida sem sentido e sem ambição pode nos desesperar, mas o desespero não é a salvação.
Quando não estabelecemos metas, apenas pensamos no que iremos fazer amanhã: Onde iremos dormir, o que iremos comer, o que vamos vestir??? Temos uma vida bem mais leve e sem tanta pressão, desde que se tenha opções.
A maioria das pessoas não sabem o que fazer com suas vidas. Umas enlouquecem, outras se deixam levar e algumas já não sabem mais o que são. Mas o que significa isso?
"Existe alguma semelhança entre o que você deseja e o que você alcança?" Pode ser perguntado às pessoas que planejam seu futuro muito além de uma ducha e uma boa cama depois de uma cervejada e saber que amanhã de manhã vai ter que estar em algum lugar. Asseguro a todos no mundo que, a menos que você deseje muito alguma coisa para a sua vida futura e não esteja nem aí para as coisas boas da vida, como beber até cair, sexo com sustos, rir até passar mal e ter a mente sempre tranqüila, Não vale à pena fazer planos. A qualquer momento tudo pode mudar.
Algumas coisas estão simplesmente fora do nosso controle e por mais que nos esforcemos para controlar a situação não adianta. O jeito é relaxar e pensar que amanhã o sol se levantará e beijará todo o planeta, e beijará seu rosto sem querer saber como foi a sua noite, ou se te incomoda a sua luz, ou te cobrar qualquer agradecimento por fazer sua manhã na praia ser perfeita, ou por todos os dias fazer as plantas crescerem.
Enquanto isso continuamos olhando para o passado e planejando o futuro sem aproveitar muito do presente, mas muito pior do que isso é que não aproveitamos o presente no passado e provavelmente no futuro estaremos velhos demais para aproveitá-lo.
Quer fazer algo? Faça imediatamente, ou pelo menos comece.
Acredite que o futuro não existe e faça o seu presente ser uma coleção de momentos maravilhosos.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Um drink no Underground


Há algum tempo atrás eu assinava uma coluna num desses sites de festas, mas esse era voltado para a área da suburbana, o Perifest.com. O nome da coluna era exatamente esse: "Um drink no underground", no qual eu contava histórias sobre bares da região e sobre cachaçadas em geral.
A minha primeira era apenas uma apresentação e a receita do "iceberg", um drink que eu conheci em Porto Alegre. Uma história interessante que eu conto depois.
Então lá vai a minha primeira coluna oficial:

Que Paixão, Duó e Rock nunca fechem as portas!

E cá estou eu. De volta ao mesmo bar de tantos anos, onde todos os dias as mesmas histórias ganhavam novos finais.
Lembro que uma vez, um cara tinha se engraçado com uma garota que estava acompanhada de alguém muito mais forte do que ele e foi espancado cruelmente, mas o encontrou no dia seguinte e lhe aplicou a punição por ter uma garota bonita ao seu lado: deu-lhe dois tiros e, em seguida, sumiu. Alguns dias depois ficamos sabendo que ele havia se envolvido num acidente de moto naquela mesma noite e morrera. Ou do velho que costumava pagar cervejas para as ninfetas, só porque ele se sentia profundamente solitário e a companhia delas o divertia. Vez por outra alguma lhe prestava uns favores, mas que não era nada comparado ao que elas faziam nas mesmas noites com outros caras em idas e vindas ao bar.
Nas noites em que o frio era a única coisa que nos movia ao bar, beber conhaques, vinhos e pingas somente para nos sentirmos aquecidos e estimulados a conversar sobre os nossos problemas escolares e os problemas do mundo todo, um mundo que não pertence a ninguém, as lembranças das garotas alucinadas, que invadiam os nossos corações com emoções que só a juventude inexperiente pode experimentar: as primeiras dormidas fora de casa, o primeiro vômito, primeira briga, as noites de luxúria e as noites que eram apenas amigos bebendo e tocando violão. Lembro com saudade até dos domingos de ba-vi em que a rua ficava lotada de gente e a gente tinha que chegar bem cedo se quiséssemos assistir, sentados, aos jogos.
As noites continuam lá, as mesmas histórias, apenas nós ficamos mais velhos e os rótulos de cerveja se renovam. A rua das Sete Casas, de Duó, e de Paixão(que deus o tenha!), de Rock, do extinto Arre Égua, nunca vai perder aquele encanto. Mesmo que hoje os carros com seus sons potentes, os videokês e DVDs insistam em dar novos tons sem graça às noites alcoólicas de Pericity, sabemos que a idade chega para todos, mas o nosso egoísmo nos deixa cegos ao não perceber que existe vida após a noite.
Espero poder sempre ter esta opção quando estiver em Periperi. Beber em um lugar sossegado com meus amigos, sabendo que todas as noites nós teremos as mesmas surpresas que já vimos outros terem, ou que nós mesmos já tivemos.

(Homenagem a Duó, cujo bar deveria ser tombado pelo IPHAN, juntamente com o de Paixão. Na foto: eu entornando a cachaça no bar de Duó e lá atrás 'lá longe', o próprio Duó e atrás dele seu filho Lázaro)

Se chegue

Nome

E-mail *

Mensagem *