sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Blogger life 37

São 10:04 do dia 26 de outubro de 2012, faltam poucos dias para o fim do mundo como os Maias conheceram e há de iniciar uma nova era entre nós seres habitantes da terra. Quem acha que os recentes apagões energéticos tem a ver com com ondas eletromagnéticas exteriores levante a mão (0/). Talvez a de ontem tenha a ver com o windows 8 (quem é que vai saber?), talvez seja espionagem, talvez sabotagem... o que eu sei é que eu estive apagado como um bebê durante toda a maravilhosa noite de blecaute. Coloquei a data e hora no início do texto, porque às vezes eu só vou terminar de escrever dias depois, ou porque o pc desliga, ou porque eu saio sem terminar de escrever, aliás, já faz 5 minutos que ninguém me chama em canto algum e isso é incrível, pois ultimamente eu nem tenho conseguido tempo pra escrever nada durante o dia, ainda inventei de estudar eletrônica, mas o ritmo vai muito lento, preciso acelerar, pois quero acabar com isso ainda esse ano.
Agora eu vou fazer um exercício de memória e de paciencia e vou contar minunciosamente como foi meu dia até aqui, pois é disso que se trata a série.

Vida de merda

Me sentia bem disposto, mas ainda estava escuro pra sair. Procurei algo para ver as horas, mas não sabia onde estava o celular e o computador, assim como a tv, estava desligado, não uso relógio já faz é tempo e sem a luz do sol podia ser qualquer hora entre 23h e 5h. Fui cagar, no caminha catei o controle remoto e liguei a tv: 03:55h. Hora excelente pra passear com Conhaque, mas hoje eu não estava muito a fim de ir pra rua tão cedo então peguei meus estudos de eletrônica e comecei a me aplicar. O bom de começar o dia cedo é isso: às 8h eu já tinha estudado, batido meu café, consertado o carro de Pedrinho, tomado banho, me atualizado sobre o apagão, encontrado meu celular e ainda resolvido um problema com a tim, que quando eu fui saber minha mãe já tinha resolvido na verdade desde ontem, que eu tinha pedido para a menina me ligar hje pela manhã para eu verificar. Ligou um cara, eu ainda não sabia, pedi pra ligar amanhã; quando subi pra falar com minha mãe sobre ela me disse que tinha pago uma conta da tim ontem mesmo (e nem me consultou se era procedente).
Peguei Marieta e liguei pra alguns compenheiros de pedal pra saber se alguém se habilitava a dar um rolé breve, mas ninguém estava disponível. Peguei a velha Estrada Velha e fui sozinho curtir a bela manhã de primavera no meu subúrbio esquecido, na saída ércebo que nem estamos tão esquecidos, pois em plena semana de eleição eles vieram re-inaugurar o posto médico de Pericity, agora UPA 24h. Passei por dentro da Urbis pra não me engarrafar em meio ao infinito de carros, curiosos, "pirús", militantes e outros bichos. Já na estrada velho vejo um caminhão de 3 eixos e uns 10 trabalhadores recolhendo o lixo de um dos muitos pontos de despejo de imundícies ao longo da via. Logo abaixo, neste mesmo local corre o Rio Paraguari, neste ponto um veio de esgoto fétido.
Na rótula do hospital dois soldados faziam o policiamento à sombra da Cajazeira, os cumprimentei e dei contra-mão bem frente a eles. Antes de entrar na mata um cara aparentando seus 40's me perguntou se "pra ir pro makro só retornando?" e eu lhe respondi que sim. Se ele retornasse antes de eu sair da estrada lhe diria que pode-se chegar lá pela mata, só não pode de carro, mas ele perdeu essa informação. Entrei no mato e saí no fundo do hospital, era pra achar a trilha que me levaria por baixo até o cajueiro, mas a perdi e dei de cara com o pessoal da obra(rede de esgoto/drenagem em volta do hospital do subúrbio). De repente já não sentia a manhã de primavera tão formidável, mas tinha a mata pra me energizar e me trazer a tranquilidade que sei que não terei nem mesmo por um minuto durante todo resto do dia.
Desci por uma trilha lá no topo do morro a fim de encontrar um local isolado e tranquilo para a meditação e talvez alguns alongamentos. Deixei a bike dentro de um córrego de concreto onde ela não poderia ser vista de cima ou por baixo do morro e adentrei a mata de havaianas. A poucos metros comecei a ouvir vozes, pensei que pudesse ter vindo da estrada, mas as vozes foram ficando mais altas então voltei para o ponto onde termina o córrego, onde estava Marieta, e me sentei a fim de que os "mateiros" seguissem seu rumo. Pareciam vozes de uma criança e um adulto.
Fiquei esperando o caminho que eles tomariam, mas para a minha surpresa creio que aquela era a hora da barrigada matinal deles e eles encontraram um lugar bem à minha vista para largarem seus barros. Estava longe e a vegetação certamente não os ajudava a me enxergar de verde e cinza. Eles se acocoraram antes de eu os avisar que estava ali, sinceramente não era uma cena que eu desejasse ver. O pássaro preto encima da árvore se esgoelava pra fazer a manhã parecer mais agradável, mas a minha estava irremediavelmente estragada.

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