segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Blogger life 34

Essa manhã eu li um e-mail de Rodrigo Sputter que dizia: "Man, ouça Charles Mingus, Mingus, Mingus..." ele tinha mandado uma lista de cujos itens eu apenas não tinha um deles. "Beleza, man!" Respondi. Engraçado é que antes de eu me aplicar nos estudos mais aprofundados de quântica eu achava que coincidências como essa poderiam provar que eu estava sendo espionado. Hoje sei que a vida é cheia dessas coisas: "o demônio age de formas misteriosas!", mas é tudo questão de de quântica. Eu não perdi meu tempo em explicar pra ele porque é um cara muito ignorante nessas questões e eu achei melhor conversar sobre isso em outro momento. Depois de ouvir todos eles penso que provavelmente não os escutarei novamente, não por falta de vontade, mas sabe como é quando a gente tem mais coisas pra escutar do que o tempo que você tem para escutá-las? Pois é. 
Essa semana começa com Miles Davis, freejazz e afins. daqui a pouco alguém por quem eu tenho muito carinho e respeito me pede pra escutar: "Magary, Loser Manos, Billy Childish..." e o que é que eu digo? Tenho sido muito duro ultimamente, eu sei, mas não gosto muito de bater não, prefiro que alguém bata por mim (tô falando em porradas quânticas) e sempre há resposta, ás vezes bem pouco demorada, nada que valha a pena nem mesmo a preocupação, mas eu sou humano e sempre me preocupo. Até um dia! Quem foi que disse que o que você escuta mostra o que você é? É Mentira! Você é o que quer e de vez em quando escuta o que lhe "impõem"; às vezes é o que lhe resta, mas certamente não será jamais o que esperam, pois ninguém sabe quão alto ou baixo se pode chegar.

Sabe quando falta tudo? 
Em todo lugar? 
O que fazer? 
Onde buscar?

Tem tanta coisa que me aborrece neste mundo que eu acho que não passo de um imbecil. Não. Tenho certeza. Mas o que fazer quando tudo  desfavorece? Hoje sou um cara muito mais otimista do que nunca e penso que quando nada está favorecendo é porque estou olhando na direção errada e, se depois de olhar em toda as direções ainda me sentir sem saída, sei que alguém virá me resgatar, mas nunca fui  muito a fim de esperar resgate nenhum. Ainda estou apanhando mais do que escapando, mas estou aprendendo mais rápido.
No tempo certo tudo dá, até doença. Se eu não sou um vírus, não sou puta, nem viado, não sou planta e nem fruta tenho que achar algo para dar que não seja o mau-exemplo. Às vezes eu tento espalhar amor, consciência, ambientalismo, respeito ao próximo e ao que ele tem a dizer. Decepções fazem a gente desanimar, pois até mesmo Cristo se cansou e se rendeu, mas eu não sou cristo e nem estou em guerra santa, minha guerra é de homem de carne e osso num ambiente de grande hostilidade e beleza. Felizmente há beleza em tudo.
Não imagino que seja possível o bucolismo ter alguma serventia na metrópole. Não creio que a cidade possa servir de fonte de inspiração para nada que seja útil. "Eu pensei te dizer tanta coisa, mas pra quê, se eu tenho a música?" Já dizia o poeta lá atrás, num passado nem tão distante pra mim, mas nem sonhado para a maioria dos poetas de hoje que comandam os jovens da era da internet. Sou velho bastante pra saber como é um mundo sem ela(a internet), mas não o bastante pra viver num mundo sem poesia. Sei que a poesia jamais acabará, pois a inspiração troca de ar como as mulheres trocam de roupa, mas a moda, a maldita modernidade da evolução do capital me faz querer ver cada vez mais nudez na poesia e entendo cada vez menos a nudez das mulheres. Talvez eu deva estudar suas regras modernas, talvez eu deva atualizar meus conceitos.


Em tempo....

a melhor coisa que eu escutei ultimamente vem de uma garota que eu vi nascer e crescer e apesar de eu já tocar alguma coisa quando ela era bebê hoje eu sou seu grande fã:

http://www.youtube.com/watch?v=8tKtYyWBdZQ

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