quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Blogger life 26

Eu sei que ninguém gosta de ficar doente, e sei que ninguém é obrigado a ficar aguentando o aborrecimento e o enfado que é, mesmo com uma conversa amena ou com uma música bacana tocando bem alta, agradar o enfermo, este trata de achar aborrecimento, em meio à qualquer beleza, em meio a qualquer situação esplêndida. Isso é um problema com a "reentrada no planeta": sempre que a energia corpórea (física) fica em baixa (doenças, cansaço, transtornos psicóticos), o espírito, alma, ou consciência, seja lá como queiram chamar, sofre um desgaste causando alguns curto-circuitos que se não controlados podem via a se tornar sérios, novos transtornos. Mas não é pra falar disso que eu estou escrevendo (ou será que era?).
Queria falar de Vinícius de Morais que fez a sua poesia ter seu lugar nos corações. Estava escutando mais deliciosamente "Samba em prelúdio" na versão de Esperanza "my Love" Spalding e mesmo naquele sotaque gringa suas palavras assumem toda a beleza colossal de sua poesia. Fora que ainda tem a delicadeza da execução do contrabaixo, as pausas o re-arranjo aparentemente inocente é fenomenal, benevolente, superlativo... um re-arranjo poético deveria ter: "saudade que vai, saudade que vem... sem você, não amor, sou eu meu ninguém" mas quem sou eu pra poetizar com Vinícius, ou mesmo pra baixarolar com Esperanza, eu só entendo um pouco de saudade.

"Senão é como amar uma mulher só linda
E daí?
Uma mulher tem que ter
Qualquer coisa além de beleza
Qualquer coisa de triste
Qualquer coisa que chora
Qualquer coisa que sente saudade
Um molejo de amor machucado
Uma beleza que vem da tristeza
De se saber mulher
Feita apenas para amar
Para sofrer pelo seu amor
E pra ser só perdão"

Falar que Vinícius era foda é como cagar arriba do tole... deixa, Vinícius devia ser uma puta como todos os cachaceiros que eu conheço.

Desde sei lá quando, sempre que eu saio vou pelo Rio Paraguari  para pensar numa forma de salvar o rio de seu trágico destino de ser coberto pelo concreto. E todos os peixes? E os patos e outras aves que faziam rotas migratórias no seu vale? Como ficarão os as famílias lambaris, traíras e tilápias que ainda nadam em suas águas? Essa semana eu pude ver que pelo menos as tilápias ainda existem e haviam várias tentando subir novamente o rio, a fim de escapar da água salgada da baía de todos os santos (ou talvez do esgoto), e o céu estava anunciando mais chuva para logo. Pena que o lugar em que elas estavam era a parte onde o rio está mais poluído bem meio do esgoto. Esse mesmo peixe poderia alimentar várias famílias, mas ninguém o pesca porque com tanto lixo que todos jogam no rio seria mortal comê-los.
Às vezes eu pareço aborrecido, mas é só a aparência, é porque eu sou feio, não gosto de falar, gosto menos ainda de repetir, não gosto de coooooonveeeeeersar no telefone, nem com Esperanza Spalding (se ela me ligasse), não gosto de não ter respostas, gosto de perguntas claras, não leio mentes, quando eu digo não eu quero dizer não e quando eu digo sim é um problema meu, quando eu digo que não gosto posso estar errado, mas quando eu digo que amo... talvez eu seja um pouco impaciente, afinal não sou alienígena e também tenho meus defeitos, mas nem por um minuto em minha vida eu vou desejar algum sofrimento a alguém que por disventura eu venha a odiar: que todos os meus desafetos tenham uma morte rápida, descanso e silêncio eterno.
A televisão está um lixo cada vez pior.

Gadget

Este conteúdo ainda não está disponível por conexões criptografadas.

Se chegue

Nome

E-mail *

Mensagem *