terça-feira, 21 de agosto de 2012

Blogger life 25

Praticamente todo o mês de agosto eu estive adoentado, ora sinusite, agora gripe, depois o que será?  O mês já se vai. Eu fico me perguntando se comigo as coisas acontecem diferente das outras pessoas, se quando estão doentes (físicamente) a porta de entrada para os problemas psicológicos se escancara e aí vem o medo, a depressão, o desejo de morte, essas coisas que normalmente desprezo, será que é assim com todo mundo?
Meus planos para o inverno estão indo pro inferno. Não gravei disco algum (ainda), não escrevi 1/3 das linhas que gostaria de ter escrito, não descansei nem me alimentei de forma mais adequada a fim de recuperar o peso do tempo antes da vida ciclística. Aliás a partir deste ano não existe mais para mim pedais de inverno, porque com as chuvas as vias ficam extremamente perigosas para os ciclistas que ao tentar desviar dos inúmeros buracos que surgem no período podem ser atropelados, ou atropelar alguém, ou cair. Não é seguro pra mim que tenho que pedalar pelo menos 30 km nessas vias horrendas se quiser estar no centro.
Pelo menos rolou um sonzinho esse mês, foi na quarta passada no estúdio 2 tone na despedida de Rodrigo Gagliano. ia ser no Rio Vermelho, mas com a chuva acabou sendo no estúdio. Cheguei na hora que Léo (Honkers) se arrumava pra ir embora porque dizia que não havia condições de tocar no estúdio quente e apertado. (Otário!) O som rolou em altas doses de ska e rock'n'roll depois que a Charlie Chaplin colocou o vizinho pra se estressar. Eu, Brust, Rodrigo Doidinho e Morotó Slim, sim o velho Morotó, servimos de banda base para Sputter e quem mais quisesse entoar clássicos do rock e do folk no microfone, depois foi a vez do outro doidinho assumir a guitarra de Morotó e o ska passou a imperar. Tivemos a participação de Fabão no baixo e de Trippa na bateria nessa que foi a noite de rock mais esplêndida deste inverno infernal. Pena que foi para poucos corajosos que se aventuraram a enfrentar a tempestade. Pior para mim que estava ainda me recuperando da sinusite e tive a infelicidade de deixar minha câmera cair no chão pra nunca mais funcionar. Ainda vou levá-la á assistência, mas pelo visto vou me lascar, pois é lá em Sampa. Essas coisas me fazem crer que sou azarado.
Dia desses fui baculejado por pivetes armados, felizmente alguém me reconheceu por andar na CDP e me liberaram. Dias depois encontraram o corpo de uma jovem na fazendinha e na semana passada uma outra jovem foi morta a pedradas na entrada da favela. Os cretinos de plantão acham que o tráfico de drogas é o único culpado pela violência urbana e ao invés de combaterem os criminosos ficam perseguindo os maconheiros, mas eu não vou falar sobre isso hoje.
Ontem fui visitar um amigo e enquanto admirávamos o enorme Pé de Manga de sua propriedade uma fruta caiu, fui recolher e enquanto pegava ouvi o barulho de mais uma manga caindo, saí correndo pra não cair em minha cabeça e não é que a danada caiu exatamente no mesmo lugar da outra. isso é sorte, não é? Acho que já é hora.

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