sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Noturnos

Numa noite fria de inverno, nenhum som além do marulhar da baía, nada se move além. Um casal divide um cigarro no cais. A brisa gélida aproxima os corpos que se enroscam num abraço terno de cumplicidade e desejo. A lua ilumina um barco lá longe...
No outro quarteirão, dois pilantras encurralam uma vítima. Será que vai lhes dar a próxima dose?
O casal termina seu cigarro e sai do cais em direção ao centro do bairro. O silêncio é quebrado por vozes vindas de uma rua adiante e o casal tem de passa por entre dois bandidos que também tomam a mesma direção.
Um dos elementos ao avistar o casal tenta se esconder para supreendê-los, mas é  visto, seu parceiro tenta lhe dizer algo, mas o caminhar decidido dos pseudo-namorados não deixa muito tempo para nenhuma ação. Os quatro acabam formando um grupo único e saindo da rua juntos, separando-se ao chegar na avenida: 2 pra cada lado.
O semblante calmo da jovem contrasta com o coração acelerado do rapaz que por um momento temeu o pior.
Ao se despedirem ela lhe agradece pela noite, pelo cigarro, pelo carinho, pela segurança que ela sente ao seu lado. Ele ainda assustado deseja boa noite e lhe pede para nunca temer nenhum mal.

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