segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Atropelado de sorte é o que morre (parte 2)

Eu tento manter o amor na base de todas as minhas ações diárias e tento dizer "eu amo" mais do que "eu odeio", mas infelizmente nem todos os dias a gente pode se dar a esse luxo. Embora eu não tenha injuriado nem amaldiçoado a odiosa senhora que meteu um carro em meu caminho lá se foram 7 meses, duas tentativas de audiência e meu amor de cada dia vai ficando cada vez mais desacreditado.
Na primeira audiência saí às 6h de Periperi e cheguei às 8:15h no DETRAN, na segunda cheguei às 6:45h (a primeira seria às 7:30h e a segunda 7h), o engraçado foi que só foram nos chamar às 8h, o que daria tempo bastante até pra meu atraso do "primeiro encontro", mas quem disse que preto dá sorte? Fiquei 4 meses sem pedalar, perdi todo o verão, não costumo pedalar em dias de chuva, porque a cidade é uma porcaria e eu poderia morrer caindo em um buraco, ou atropelado tentando desviar de um. Por isso prefiro os dias de céu firme para sair me sentindo seguro. Faz anos que temos inverno em Salvador, digo, que temos chuvas regulares de maio a setembro, não sei de onde esse pessoal tira essa idéia de que na Bahia não tem inverno.
Ficar pensando demais no que vai acontecer com o julgamento do meu atropelo não me dará paz. Tenho problemas bem maiores para me preocupar, preciso escrever, preciso comer, preciso de de paz e de amor, preciso viver numa cidade com menos distâncias.

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