segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Rock pra quem é de rock

Se eu tivesse escutado minha mãe e estudado talvez hoje eu tivesse um emprego decente, ou quem sabe tocasse em alguma banda do mainstream do axé que fosse, que me ajudasse a pagar contas ao invés de gerar mais, mas eu preferi seguir minha sina de roqueiro... deixa pra lá! Também me diverti. Às vezes a gente se desespera pensando que não há o menor sentido em tocar pra meia dúzia de malucos em lugares horríveis por amor à causa e diversão, entretanto quando o som do baixo, da guitarra e da bateria batem no juízo e todo mundo está a fim de se divertir não tem pra onde correr. É rock ou morte.
O primeiro show do ano do Honkers teve de tudo, mas principalmente rock. Sabe quando o som tá rolando e seu corpo sozinho vai te conduzindo até a pista de dança? É isso aí. Quando eu cheguei os Antiporcos estavam mandando ver e eu já senti que a energia era das melhores. Estava todo mundo se jogando e ninguém parecia querer parar. Dei minhas pogadas e fiquei de boa na expectativa. Fui ali pegar um jatobá e quando voltei já estava na hora de se aprontar para aprontar.
Foi surreal tocar no Porão: lugar bem apertado, amigos bem chegados, som bem alto e muita loucura. Apesar de termos tido poucos momentos juntos esse ano esse encontro foi uma oportunidade pra sabermos se valeria a pena continuar com isso. O rock não é mais o mesmo e os espaços tem públicos diferentes, mas quem tem sangue nas veias nunca desanima e nós(os Honkers) somos animais de sangue muito quente. Foi um show curto e insano.


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