sábado, 5 de novembro de 2011

"Man, você tá maluco!"


Se eu não fosse grande na altura diria que não sou grande coisa alguma, mas ainda posso me permitir chamar a mim mesmo de "grandes porra". Se eu fosse um grande qualquer outra coisa, minhas palavras ecoariam por todo esse hemisfério até tomar a primeira página de um "The new york times" da vida, como se a estúpida e tendenciosa imprensa imperialista fosse algo muito mais importante do que as palavras que escrevo sem nenhum romance, sem nenhum interesse escuso e sem querer enganar a quem quer que seja. Eu não sou um grande poeta, nem grande músico, nem mesmo uma grande personalidade, vejamos... vá lá que eu seja um grande imbecil. Não estou a fim de julgar a mim próprio.
Mesmo que se tenha a mais “pura” das razões para impor uma vontade, ainda é de bom tom, e por que não dizer aconselhável, deixar o espaço para que qualquer um cometa seus próprios erros, mesmo os infantis. Parte das pessoas não escutam. É possível até mesmo ser cético quanto à boa intenção de quem quer que seja.
Conheço pessoas que jamais vão entender como elas estão debilmente vivas, por estarem cercadas de uma estrutura social que corrobora o seu estado doentio. A vida aparece como um lar seguro e confortável, mas nada disso existe de fato, é pura imaginação e esperança ultrapassada.
Porra de "dono da verdade"! Temos de tentar entender, quando alguém tem uma impressão errada sobre qualquer assunto, seu ponto-de-vista, mas quando a impressão errada for sobre nós mesmos, espero que nos escutem (algumas pessoas nunca escutam). Chega ao ponto de se conviver com qualquer opinião “torta” que lhe seja concebida. Se não escutarem? Paciência. O medo, a comodidade, a própria mediocridade, faz com que as pessoas não queiram tomar conhecimento mais profundo sobre uma impressão que pode estar certa ou não. Além da já mencionada ansiedade, comum aos humanos.
Até onde a experiência com pessoas e animais pôde chegar, constata-se que tudo o que há de mais vil habita no espírito humano, bem como tudo o que é belo e ambos morrem (não no meu espírito). "Cada um é como Deus criou". E daí se alguém tem problemas com isso? Não tenho dúvidas sobre o meu caráter e não tenho motivos para tentar apagar qualquer impressão, errada ou não, a meu respeito. Cada um tem a obrigação de estar em sintonia com a realidade não com a noção geral de vida infeliz. Na minha consciência não carrego nenhuma beleza ou vilania, tudo é como é... cru. Dúvidas quanto ao caráter?
O ciclista deve usar capacete; eu sei. Que não vai salvar minha vida, eu sei, mas uso porque ajuda ao motorista desatento me identificar enquanto ciclista. É um pensamento estúpido, eu sei, mas tenho que parecer real para motoristas assassinos e insensíveis e o capacete faz com entendam. Lhes obriga a ter mais cuidado. Além do fato de que em 2011 tem gente que não sabe que não se deve beber e dirigir um veículo motorizado muito mais pesado que uma pessoa.
Beber moderadamente é da mais completa falta de sentido. A bebida é algo necessário ao espírito, raramente ao corpo. Quando se bebe, a intenção é de se embriagar, pelo menos os não hipócritas. Às vezes algo sai do controle, mas, creiam-me, essa não é a regra. 
Eu não creio que existam pessoas capazes de guiar veículos motorizados em área urbana. Não nas ruas que nós temos, não os seres humanos somos, não os veículos que nós temos, não no planeta em que vivemos. Os carros não são máquinas assassinas, mas o homem possui uma certa aptidão para matar tudo que for vivo, incluindo a ele próprio. Por isso acho que deveria ser proibido guiar qualquer veículo motorizado. Isso seria entendível. Uma lei que proíba o uso de força motora em ambiente externo. Não precisamos da proibição do uso de drogas para conter a violência. Campanhas anti-drogas são todas piadas opressoras de péssimo gosto.
Poderia escrever mil laudas sobre as incoerências da vida moderna, mas escrevo desordenadamente e isso: não é agradável, parece insanidade e vem de um grande imbecil. 
Que se foda! Falar o que pensa não pode, falar a verdade não pode, falar com coerência não pode, mesmo porque ninguém sabe o que quer dizer a coerência, nem mesmo eu.

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