domingo, 16 de junho de 2013

Viajandão...

Moreré, Itaberaba, Cruz das Almas, Conquista, Aracaju e eu acabei foi ganhando um resfriado. Tem gente que não consegue nem isso e morre pelo caminho, ou desiste. Eu não, eu nunca, fico doente, morro, mas não corro de um momento melhor que este e uma hora melhor que agora. A minha tem sido essa nos últimos anos e não consegui ainda ver alguma luz no fim disso. É apenas a escuridão da ignorada novidade que vai se desenhando conforme o avançar de cada passo.
Ter de encarar essa selva de concreto e humilhações não é nem de longe a melhor das possibilidades, mas é a única possível. Tem seus privilégios, mas estes estão cada dia fazendo menos sentidos. Temos amigos que não consiguimos encontrar e, falando sério, encontrar pessoas nem sempre se transforma em  bons momentos e bons momentos nem sempre salvam uma vida; temos dias curtos; temos pouco silêncio; temos pouca compaixão. Isso é a vida numa cidade como Salvador, mas podemos nos enganar e viver outra coisa. O que eu vejo muitas vezes é irritante demais, mas de que adianta se irritar? Muito poucas pessoas não odeiam umas às outras gratuitamente, às vezes parece que eu sou o único que ama alguma porra além de si  mesmo, mim mesmo, sei lá. O que eu sei é que estão se tocando e não estão gostando e como eu não tenho que ficar no fogo cruzado viajo pra onde quer que eu seja mais notável e mais esquecível.

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