terça-feira, 12 de maio de 2020

O valor de uma vida vazia (Fotolog 15/01/07)

Não existe muita diferença entre se ter uma vida vazia ou passar uma noite enchendo a cara, pra depois passar a manhã inteira dormindo e, quando acordar, não prestar pra mais nada até sair e encher a cara novamente, e vomitar e tornar a beber. Pode parecer vazio, mas é agitado, sabe como é? São quase inversos, mas é a mesma coisa no olhar sistemático. Saca? São conceitos destoantes que harmonizam.
Às vezes faz todo o sentido tentar acabar com o mundo com a visão tresloucada, ou simplesmente detonar com a imagem de uma vida perfeita pra se sentir confortável com uma vida ordinária. A gente não tem noção do que é bom ou ruim, não faz ideia do que pode ser felicidade ou infelicidade. Não sabemos mesmo ver algo bom na adversidade. Não conseguimos aprender com nossos erros, pois continuamos errando e aprendendo a vida inteira.
Quem pode nos dizer o que é certo se cada um tem uma visão diferente do que é errado? 
É fácil julgar algo ou alguém, mas a cada tempo tudo pode ser julgado, de novo, de maneira diferente. Tudo é simples, mas é complicado. Não adianta tentar explicar. Além do mais temos sempre que contar com a estupidez alheia.
Se a gente pode fazer o que quiser, dizer o que quiser, porque será que tudo sempre tem que ser explicado, mesmo os motivos que levam as pessoas a tomarem suas atitudes? 
Aí vêm os psicotudo e todos tipos de especialistas em comportamento humano. Pra quê? Existem sempre dois tipos de pessoas: homens e mulheres; adultos e crianças; bons e ruins; feios e bonitos; populares e anônimos... É assim que queremos, mas nem sempre é assim que gostamos de encarar as coisas.
Às vezes não se consegue dar nenhum valor a uma ressaca, mas isso é apenas parte do aprendizado.

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