sexta-feira, 5 de julho de 2013

por uma vida menos anormal

Eu devia ter consertado meu celular e ido pra casa, mas não, fui ver os Honkers gravando as vozes e guitarras, só pra ter alguns momentos alegres em meio a dias tão ordinários. Entre manifestos, vitórias e fracassos estamos no ápice do nadismo moderno. "O nada e a moda" vai se chamar meu livro, que eu nunca escreverei, e que fala sobre sociedade e maus hábitos. Talvez fosse melhor escrever sobre o hábito de ser mau, mas eu nem sei se isso cabe num mesmo parágrafo em que falo que estive com companhias tão esplêndidas.
Tem gente que me acha machista, mas eu posso garantir que além do fato de que minhas amigas podem me pedir certos favores e meus amigos não, meu amor e meu cuidado com meus amigos e amigas é exatamente igual. Claro que eu devo amar, mas Nietzsche já nos alertou que devemos ter também um pouco de desdém, pois é próprio do homem ser filho da puta, logo, todo cuidado é pouco. Tem gente que me acha viado também, mas aí já deve ser algum tipo de idiotia.
O resultado de ter ficado na rua comendo água foi que de noite bateu tudo e eu quase desmaio na Carlos Gomes cansado de tanto esperar a carniça do ônibus. Ainda bem que Brustim tava por perto pra qualquer eventualidade (como não amar os amigos?), mas o fato é que estou velho, cansado, mas querendo provar a mim mesmo que ainda tenho pique. Não. Não tenho. Sem andar de bicicleta regularmente um tanto pior. Mas eu não descuido tanto porque ando, caminho, dou sempre um passo a mais. Se a gente tivesse ido pro bar em vez de ficar esperando busu eu certamente não teria nada, mas vou reclamar de quê? Beber heineken quente nunca fez mal a ninguém, mas eu estava realmente tendo um piripaque. Eu confesso que nunca me imaginei morrendo no meio da rua. Acho que ia detestar.

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