terça-feira, 4 de dezembro de 2012

once upon a long honker time ago

Às vezes me pego saudoso dos bons tempos de Honkers, quando a gente corria o mundo inteiro de carro, de busão, num falso glamour, mas que fazia a gente se sentir rokêro mermo. Conhecia lugares,  bandas,  gracinhas e tudo de mais formidável para nós, então jovens baianos aventureiros. Foram os melhores anos de minha vida jogados em muquifos fabulosos e grandes eventos inesquecíveis. E pensar que desde aquela época eu poderia ter pulado fora do barco e seguido minha vida sozinho como sempre fui, mesmo nas bandas.
16 anos se passaram desde que os Honkers se reuniram pela primeira vez. Não éramos amigos, conhecia apenas Rodrigo de vista de alguns shows e depois ele resolveu comer uma figura em meu bairro (eu deveria escrever namorar, mas estou com muita vontade de falar coisas sujas) e aí passamos a conversar. Brust e Clécio eram criaturas totalmente fora de meu círculo de amizades e conhecidos e PJ já era o Oráculo, pelo menos pra mim. Nosso baterista de hoje era um pivete de seus... (quantos anos Léo tem?) menos de 10 anos certamente, mas eu já o conhecia pois havia tocado no estúdio do pai dele há um tempo. Hoje eu não sei como seria a vida sem ter passado por cada perrengue e cada momento fabuloso com os Honkers, mas certamente eu deveria ter me drogado mais, me jogado mais, bebido mais, fudido mais, talvez devesse até ter morrido...
A megacriatividade de PJ pode ser que tenha me inibido de fazer canções de amor e de ódio para os Honkers, mas eu aprendi que o talento nunca nos abandona, nem mesmo a gente querendo muito. Rezava pra ter o dom muitas vezes, mas depois me tocava de que na hora certa tudo o que é preciso é escutar o coração e deixar a música fluir. Isso aprendi com o Oráculo. Claro que eu jamais deixei de fazer música pro Honkers, mas daqui que terminemos de gravar o que o Velhinho compôs...
O egocentrismo de Sputter jamais esteve tão em alta como neste momento em que  banda está em gravação/ociosidade. Talvez uma coisa seja consequência da outra, mas com isso todo dia de banda é um dia de desgaste psicológico. É pior que namorar uma virgem(e esperar o casamento). Houve momentos em que fazia bem à mente estar com a banda: ensaiar, tocar, comer água, comer o feijão de dona Val... hoje é só desgraciosidade, improdutividade e horas irritação, mas eu entendo Sputter... (entendo porra nenhuma! vá se fuder Sputter!)
Talvez algum dia alguém diga que o Honkers foi a maior banda de rock de todos os tempos de Salvador, mas eu sei que até hoje ainda não usamos 1/5 do nosso potencial. Talvez estejamos velhos, talvez seja só os anos de stress, talvez a magia que nos envolvia tenha ido pastar em outras bandas e volte quando descobrir que nós estamos aqui sadios, sujos, apaixonados e sedentos de rock'nroll.
Eu devia colocar aqui o link de alguma antiga história das antigas catada do fotolog, ou lá dos primórdios do blog, mas quem quiser que procure sua porra.
Boa noite!

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