terça-feira, 7 de maio de 2013

Aí eu peguei a bike e me piquei (1ª parte)

Tava tudo quase pronto, mas em vez de Guanambi com o Mestre Tetéu e Marcelo, acabei indo parar em Moreré. Não me pergunte nada porque eu vou contar tudo aqui. (?) Tá bom! Tudo não, porque aí eu vou escrever um livro, mas isso é uma outra história. Íamos pro encontro ciclístico do dia 1º de maio, mas tinha que sair daqui com pelo menos 5 dias de antecedência. Não deu e eu acabei indo sozinho encontrar a mim mesmo onde quer que estivesse. A cidade, a sujeira, o barulho, os aproveitadores, os cínicos e todos os tipos de v ermes urbanos estavam me sufocando e certamente mais alguns dias e eu acabaria morto ou louco, aí eu peguei minha bike e me piquei.
A idéia era sair na quinta (25/04), mas passou e eu não tinha providenciado nem a mochila, Marcelo havia desistido e Tetéu teve imprevistos. Veio a sexta e minha ansiedade começava a me aborrecer, estava quase decidido a sair sábado sozinho, mas à noite, exausto, desabei na cama às 7 da noite e o telefone me acordou pra "cumê água" Pepe, Andrejandro e Miroca estavam cheios de ânimo e eu, que acordara ainda sm acreditar que estava em Pericity mais uma noite, fui ver essas almas que eu gosto tanto.  Lá pelo segundo bar, talvez a sétima cerveja, começou um corre-corre no bar do lado e saiu um cara de lá atirando pra cima e fazendo todo mundo derrubar as mesas, derramar suas cervejas e a minha. Já era o bastante pra mim ir pra casa, mas mesmo assim ainda fui no "iguatemi" para a saideira.
No sábado me reuni com o mestre pra tentar bolar outra viagem pro feriado e apareceu Caldas do Jorro na fita. Eu estava louco pra viajar.
"Mais 2 dias não iam me matar". Pensei. Se na sexta-feira eu poderia ter morrido naquele tiroteio, no sábado, voltando da casa de Tetéu uma caçamba me deu uma imprensada na suburbana e realmente me assustou. Domingo eu tentei de ficar quieto, mas aí eu recebi um sms avisando que eu não teria mais companhia para viajar. Tentei me manter animado e se não fosse por uma amiga meu dia teria sido um verdadeiro desastre, pois iria comer água até, provavelmente, a morte.
Segunda-feira ganhei uma mochila de presente de minha mãe que ganhou de uma revista, esse era o sinal pra eu me mandar. Depois que a chuva deu um tempo arrumei Marieta e caí no mundo, mas não sem antes quase perder a vida mais uma vez ao passar pela praça da Revolução em mais um tiroteio e dessa vez minha sorte foi ainda maior, pois o atirador saiu da praça atirando em direção à minha rua, se eu tivesse vindo por ela direto podia me bater de frente com uma de suas balas, mas por sorte eu já estava invisível, inatingível, no clima da estrada. Eram 14h e não é de tiros que se trata essa história.

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