domingo, 24 de fevereiro de 2013

A pressa apreensiva do apocalítico apressado impassível

Um brother que me disse uma vez que "você tem que ter a referência de tudo". Foi o Oráculo, a gente falava de música e ele me explicava que pra tocar como um sertanejo, precisa ouvir música sertaneja, pra tocar rock, precisa ouvir rock, pra fazer uma canção "garageira" você precisa ouvir fulano de tal, ou cicrano de então..." aí começa a falar de um monte de bandas tão fudidas que a simples menção de seus nomes nesta conversa estragaria o apetite literário.

Mas voltando às referências... ás vezes me pego um tanto desesperado pelo tanto de coisas que eu deveria ter feito sem referência, porque as referências não foram muito boas, ou por não serem suficientes, ou por não ter absolutamente nenhuma utilidade. Porém o que na verdade não pode jamais ser esquecido é que as pessoas adoram a falta de surpresas, a pouca mudança em seus hábitos, em seus personagens, em seus cantores... os fãs do sepultura que o digam. O rock precisa ser mantido em seus alicerces.
O carnaval acabou e a música que ganhou não era nenhuma novidade, mas o axé não ter criatividade não é novidade, aliás nem o rock e nem música alguma que possam inventar. Bom era aquele que toca em bundas, mas são temas variadamente comuns... comuns demais. Guitarra baiana, frevo, música clássica...pagode... é penoso pensar em que tudo isso tem a ver, mas se a gente esquecer a porra da referência maléfica que a gente foi forçado a crer... Espera! Isso tá indo longe.
É bom, Velhinho, a gente ter uma base em tudo aquilo que a gente faz ou fala, mas o mais importante mesmo é saber fazer aquela mensagem pura e simples ser transmitida, feito isso, o resto, pra mim, sem preconceito, sem homofobia, sem prerrogativa, é pura viadagem. (termo viadagem não está aqui ligado ao homossexualismo e sim ao ato de complicar coisas simples, a frescura e a afetação)
E agora eu escrevo um novo parágrafo só pra não terminar um texto falando em "viadagem" e entre parênteses.
Se a gente pensar com mais carinho em qualquer coisa vamos descobrir sempre algo de mais especial, mais útil, mais preciso para falar e como eu estava falando sobre música lembrei que estou envolvido com ela ainda de maneira muito superficial, muito pouco colaborativa e isso era o que estava me detonando. Decidi fazer peno menos uma colaboração musical mensal em meu soundcloud, talvez reativasse o myspace a medida que a qualidade das músicas fosse subindo, mas ele morreu. O certo é que pelo menos em dezembro eu terei postado pelo menos 12 canções novas para esse belo mundo diverso de cultura repetida. Espero na verdade gravar alguns discos caseiros, mas o equipamento ainda pena e o espaço não é adequado, mas calma, vai rolar em alta.

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