sábado, 17 de maio de 2014

Relatos de nada, obrigado!

Acordei com o som de alguém saindo de fininho aqui de casa, nem bateu o portão, pelo menos eu não ouvi. Saí olhei pela portinhola e nada. Os crentes daqui do lado, que se dizem adventistas do 7º dia, estão ensaiando uma banda, ou sei lá o que estão fazendo, mas é real. Cadê o descanso do sábado? O asfalto molhado não inspira andar de bike e parece que o tempo vai ficar assim mesmo até umas horas. Eu fico em casa.
Tenho meia garrafa de vodka aqui me olhando e duas latinhas (de meu irmão) na geladeira. Ontem alguém me visitou com umas latinhas pelo menos, se continuar assim tão atenciosa com o Preto acho até que vou me casar. Será que hoje eu tenho tanta sorte? Cadê essas meninas? Cadê os brothers? Todos ocupados em louvar o sábado de chuva...
Vou começar bebendo a vodka com café porque acordei com a porra dos crentes fazendo zoada na porra da igreja. Já coloquei o som pra falar (Peacoks) e não quero saber de mais nada. daqui a pouco (quando a vodka acabar) vou ali pegar umas cervejas em dona Selma, talvez pegue uma cachaça. Me sinto tão puto que seria capaz de me trancar no quarto e beber sozinho até cair, só porque não gosto de mim quando fico puto. Mas isso passa depois da terceira ou quarta rodada.
Hoje é o típico dia que eu não posso ajudar ninguém. Talvez algum suicida, mas a morte não é o meu melhor assunto quando estou assim. Quero só beber pra ver se passa e sempre funciona, porque a ressaca do dia seguinte me faz lembrar o quanto tudo isso é estúpido. Na verdade estou assim há dias, talvez meses, mas agora isso está me afetando tão negativamente que nem mesmo escrever besteira no blog eu tenho conseguido. A internet tá cheia de ódio e irritação, a tv hoje eu nem vou ligar, não quero ver imagem alguma, o celular talvez.
Essa noite tive sonhos formidáveis com várias pessoas que me são queridas. isso devia me fazer acordar feliz, mas não. Num desses sonhos tinha uma atriz pornô com cara de deprimida, que me sorriu tão linda que eu acabei acordando. Olhei a porta, saí, olhei o portão, voltei e vi a vodka. Lembrei que não era mais a minha bebida favorita há uns 10 anos, mas que se foda! Vou beber.

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