segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Que viagem é essa, Thilindão? # 6 Feliz Aniversário, Thilindão!

Veio a quinta-feira, 19 de agosto, meu aniversário. Dormi pessimamente por causa do cochilo da tarde, por causa do frio que sempre encontrava um pedaço do corpo descoberto, e no pouco que dormi tive um sonho qual eu tinha apenas uma banda do tórax. Mesmo assim consegui acordar bem disposto e no horário previsto.
Minhas coisas já estavam quase todas prontas, eu só precisava mesmo comer e cair no mundo. Esperei Paulinha acordar pra me dar o único abraço “familiar” que eu teria no dia (Não que meus amigos em Campinas não fossem também uma parte de minha família, mas meu amor por ela é um tanto mais fraterno por diversas razões). Agradeci a Deus por mais um ano de vida e saí.
O dia estava esplêndido. O frio era suportável e em alguns momentos dava pra sentir o calor do sol. Saí do ap às 8:40 e só consegui chegar na Rodovia dos Bandeirantes às 10:10, porque eu improvisei uma rota que me jogou preso, como na minha chegada em São Paulo, na Marginal Tietê.
A cada metro avançado eu ia me lembrando do meu primeiro dia de 2010, quando me senti como num sonho maluco e maravilhoso, vislumbrando um futuro radiante e admirando a beleza da lua azul e o momento maravilhoso do reveillon; pensei em minha viagem louca para a Chapada e no sentimento de leveza da alma que eu senti depois de passar alguns dias no Vale do Capão. Ali eu estava me sentindo maravilhosamente só, mas com um pequeno problema: eu não tinha nada para elevar a minha alma.
Na minha primeira parada, quando eu ainda nutria dúvidas sobre o que eu estava fazendo ali, um amigo de curta data me ligou desejando feliz aniversário. Era o Lui, um brother de 17 anos que se tornou um grande amigo. Naquele momento eu podia compreender como a amizade era importante para uma felicidade plena. Eu não precisava ter meus amigos ali para sentir que eu era importante pra eles. Alguns eu tive a sorte de conseguir atender a ligação em algum pit-stop, outros eu encontrei no espaço quântico, e fui felicitado por eles, e os felicitei também, pois não havia como eu estar mais “de boa”. Só meu amigo-irmão, “Correeeente”, que não me ligou, mas isso nem era anormal.
Além da falta de um parceiro pra beber nas paradas, a falta de algo para me relaxar era um tanto frustante. Tudo o que eu tinha era uma garrafa de conhaque, mas eu não poderia bebê-la sozinho e me manter sobre a bike; cerveja em qualquer das paradas só zero-álcool (em São Paulo tiram onda de cumpridores de lei-seca) e eu também não ia beber uma merda dessas. Não tinha comigo mais nada, estava completamente “de cara”. Nem um chazinho pra curara azia eu pude usar durante toda a viagem. Eu só tinha a companhia de Deus, meu Pai, e tinha que ser o bastante.

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