sábado, 12 de junho de 2010

Dia dos namorados macabro

Por mais que a gente saiba que coisas boas e ruins acontecem o tempo todo e que às vezes a gente não tem como evitar ou fazer com que aconteça, nossa reação a alguns acontecimentos é sempre imprevisível.
Hoje eu perdi um amigo, quase um irmão, já que ele era praticamente um irmão de meu irmão e desde pequeno estou acostumado a tratá-lo como tal. Sua morte foi uma estupidez. Mais uma das inúmeras mortes causadas pela violência, pela ignorância, pela falta de respeito e de amor ao próximo.
O bispo Valentin, em desobediência às ordens da Igreja, celebrava casamentos em tempos de guerra, pois achava que o amor era mais importante que o Estado. A guerra, o Estado e a Igreja de hoje são bem diferentes, mas a importância do amor na vida das pessoas está cada dia mais próximo de ser banido. Uma discussão de bar, uma briga no trânsito, o ciúme, a maldade, o dolo, tudo isso são inimigos do querer bem e não há nada sendo feito para que essa lista pare de crescer.
Perde-se um amigo, despedaçam-se esperanças.
Não há como não ficar triste ao saber que num bar, onde normalmente reina a alegria e o companheirismo, um idiota qualquer pode começar uma briga e acabar morto, ou matando alguém, ou ferindo alguém, ou conquistando um inimigo.
Eu não quero ter medo, não quero perder a fé, não quero viver triste.
É um dia infeliz, mas eu ainda sonho com a felicidade.
Feliz dia dos namorados!

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