terça-feira, 13 de abril de 2010

Qual é o mundo real?

De onde vem o desespero? O que leva algumas pessoas a tirar a vida de outras? Medo? Raiva? Ignorância? Fraqueza? De onde vem a força necessária para se cometer crimes tão hediondos que mesmo com o passar do tempo nenhuma explicação é racional o bastante? Será que na cabeça dessas pessoas não existe nenhuma humanidade? Em que será que essas pessoas acreditam? Deus? Pátria? Dinheiro? Tudo o que eu consigo enxergar é insanidade e não vejo nenhum outro caminho que não seja a ajuda mútua. Não acredito que cada pessoa deva viver de acordo com suas próprias regras, pois isso é o que tem tornado as pessoas cada vez mais frias, solitárias e insensíveis. Estamos cada dia mais perto de um fim tão melancólico quanto estúpido, mas o nosso pensamento está voltado apenas para o pão nosso de cada dia mais caro e menos nutritivo.
Aprendemos tudo de uma maneira equivocada em nossa infância e depois de algum tempo, já cientes do que somos, seguimos os caminhos tortuosos por acharmos que se assim nos foi ensinado é assim que devemos viver: nascer, crescer, reproduzir, envelhecer e morrer. Isso está mais para uma criação de gado do que para a vida humana. Temos uma “Bíblia Sagrada” cheia de heresias, mas que de algum jeito sempre se interpreta de uma maneira que alguém seja punido por seus atos inocentes enquanto a quem interessa são as palavras da salvação. Vivemos de uma maneira em que só o dinheiro nos alimenta e nos dá prazer e por ele as pessoas matam umas às outras, sem nenhuma distinção de raça, cor, religião, parentesco ou amizade.
As pessoas se odeiam e não escondem isso. Odeiam as pessoas felizes, os bem-sucedidos, os salafrários, os miseráveis, os religiosos, os sorridentes, os depressivos, as pessoas de cor diferente e as pessoas de pensamento diferente. Em algum momento no dia a dia nada disso é tolerado. Só o que importa é o nosso bem estar e a segurança de que tudo em nosso “mundo ilusório perfeito” esteja protegido, entretanto não garantimos nenhuma proteção a nós mesmos, pois a cada novo dia “uma nova ameaça tem que ser combatida”.
As pessoas parecem não entender que temos penas esse mundo para conviver, que todo o dinheiro do mundo não adianta, que podemos orar e jejuar uma vida inteira, mas nada vai nos trazer a tranqüilidade de um mundo melhor se não cooperarmos uns com os outros sem distinção, pois todos temos direito à vida que nos foi animada. Temos a obrigação de cuidar uns dos outros e garantir que todos tenham consciência de sua responsabilidade com o próximo, pois todos estão sob a mesma atmosfera.
Sei que é uma utopia, mas não podemos simplesmente fingir que alguém tenha uma vida perfeita enquanto tem medo de sair à noite, tem raiva de quem lhe trata mal, ignora a realidade do vizinho e é fraco para lutar contra todo um sistema político burocrático e uma filosofia de vida egoísta. Esse não é o mundo que queremos viver. Ou será que é?

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