quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Muita estrela e pouca constelação

Vimos muitas atrações que não atraíam ninguém a ir a lugar nenhum e poucas que realmente arrastaram multidões em êxtase. Dos 30 anos do axé music eu pago meu pau pra os mestres Bell Marques, Gerônimo, Luis Caldas, Brau e os blocos de percussão que merecem mais respeito e visibilidade, e acho que as empresas e lojas de instrumentos deveriam também investir em instrumentos mais leves etc, mas isso é outra conversa.
Na praça aqui de Pericity teve um monte de coisa bacana. Teve um dia que rolou a B. System com Bnegão (que ficou devendo uma do Planet) e Buck Jones que jogou um reperório de responsa e realmente agradou a este chato roqueiro velho. Mas eu tive o desprazer de ver as desgraças tocarem também, só que eu não vou falar disso. Se no ano que vem escalarem a Honkers pra tocar aqui na praça vou ficar mais feliz que nunca, mas se estivermos tocando em um pico qualquer vai ser quase o céu também.
Aí antes disso eu fui no samba, na quinta-feira, fiquei bêbo com uma garrafinha de jatobá e vazei. Fui do Pelô até o Campo Grande andando com os camaradas. Vimos umas figuras nesse caminho... Luis Caldas na avenida, Nelson Rufino, é o tcham e até Bell passou com aquela voz de demônio agitando a massa. Quando a gente chegou lá diminuíram as atrações e minha empolgação foi-se embora com os últimos goles do jatobéuris.
Eu tinha prometido a mim mesmo que só iria na rua de novo pro Palco do Rock e já tava determinado a ir ver a Pastel e a Motrícia na terça-feira, mas quem disse que eu me governo? No bendito dia fui me parar na Pedro arcanjo curtindo Daganja e o Nova Era balançando o chão da praça e depois ainda fui presenteado com um show de Moraes Moreira pra lá de foda com Davi Moraes e banda fazendo um dos melhores espetáculos que eu já vi em minha vida.

Muita coisa aconteceu nesses 30 anos de axé e acho que isso é mais tempo que muitos mereciam na música, na mídia, no meu saco. Pelo menos esse carnaval serviu pra lembrar que até mesmo o inferno pode ser um local divertido. Todo ano eu tenho que ser lembrado disso em algum canto, às vezes em momentos em que busco sossego, mas vou me parar na casa de mãe Joana.  

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